Um quase, quase amor : Momentos de nada

Não sei se esse quase amor merecia de fato uma série de textos aqui no blog, mas o fato é que essa série necessitava de um quase amor pra existir, por tanto aqui estou, rs.

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Por alguma razão que desconheço ele surgiu, estava lá cruzando repentinamente meu caminho. Desde então ele está lá toda noite, na parte insuspeita da minha viagem nessa vida. 

Toda, toda noite! E isso antes me bastava.

Ve-lo era o momento alegre do meu dia, o momento da minha breve contemplação do destino perfeito pro meu fim ( ou talvez meu ,melhor começo ), mas agora tudo sobre ele me perturba, e nossos momentos me torturam.

Toda noite minha necessidade e meu desejo disputam por um instante á mais, mas o momento é breve, finda.

Toda noite ele vem, e nada acontece. Ele parte, leva consigo as chances, me derruba de volta pro mundo da ausência dele. Um mundo meio vazio.

Ele me deixa com o nada, o nada áspero e triste que há entre nós, e quer que eu sobreviva assim… não sei se posso.

Ele não pede meu telefone, não me chama pra sair, não diz nada estúpido sobre o clima ou apenas um oi sem graça.Ele é uma estatua viva ( me apaixonei por uma estatua viva! )…

Vida ? Será que de fato existe vida ali, congelado na carícia da própria barba apenas olhando pra mim?

É  a figura mais linda que já vi, mas é só uma figura, não passa de uma figura muda enfeitando as cenas de todas as noites ( tolo, assexuado,sem percepção! )

O mundo abaixo da minha pele já não esconde a verdade obvia, meu silencio grita, eu o quero.

Penso que nós dois deveríamos parar de desperdiçar o tempo raro que temos (momentos) com essa partida sem fim de paquera, porque esse é um jogo em que nós dois perdemos.

Devíamos ter a minima coragem de viver. Um aceno, um gesto qualquer, uma palavra, qualquer coisa além do nada.

 

6 thoughts on “Um quase, quase amor : Momentos de nada

  1. Ahhh! Já tinha lido este sim!!! Mas foi bom lê-lo pela segunda vez! Agora que sei que é uma série inspirada em uma experiência amorosa sua, ficou tudo mais claro! Pois tinha achado que a “estátua” era uma estátua mesmo, literalmente falando XDDDD (Por isso que a leitura é uma experiência sem fronteiras)

    1. Rrsrs ele era um cara do meu trabalho, e apesar de tudo nunca notou meu interesse/amor platônico por ele rs. O fato que estou me mudando para outro trabalho e não irei mais vê-lo. E claro, ele nunca irá saber acerca da serie de posts ou mesmo sobre o livro, ao não ser que como escrevi no ultimo texto da serie. rs
      De toda forma vida que segue rs. Ele me inspirou, e embora tenha sido um romance que só aconteceu na minha cabeça, foi um sentimento real, e foi trazer isso tudo pra cá. Mas vc compreendeu certo, em suma ele é uma estatua rs

      1. Foi platônico mesmo, então! Os meus amores sempre deixavam de ser platônicos depois de certo tempo, pois eu sempre me confessava no final das contas! Ai,ai… Mas vc consegue seguir adiante sem nem ter se confessado? Caramba! Essa é nova pra mim! Eu não consigo seguir em frente se um amor/ilusão não tiver um ponto final bem definido e concreto.(Senão eu fico pensando que pode existir uma possibilidade do amor/ilusão se concretizar no futuro).

          1. Pode parecer covardia, mas viver com um romance platônico “em aberto” não é pra qualquer um não! É sofrimento dobrado… Então, tem que ser um fardo a ser carregado por uma pessoa muito mais forte. Jaque, que força vc tem!!!

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