Tempos de crescer sem crescer

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Me  lembrei das vezes que ia sozinha por aí riscando com giz as placas de pare
E deu saudade da infância, porque não podiam me impedir …
No meu Universo minhas próprias regras
E era engraçado o passar das horas, porque traziam o mesmo  de novo e de novo…
o mesmo desenho animado, a mesma sensação boa de fim de tarde do dia anterior…
Sabores doces, brincadeiras com  o impossível, sonhos sem limites… 
Mas as coisas começaram a mudar 
E deu saudade da infância, porque o passar das horas traziam de volta as boas coisas vividas no ontem …
Mas hoje eu preciso obedecer a cada placa, a cada ordem , a cada regra
E da saudade da infância, do ontem … Meu universo, minhas regras…
O desenho animado, as sensações boas, uma placa riscada de giz 
Liberdade de ir pra onde queria, fazer o que queria, sonhar sem ser impedida
Me coroar rainha, me tornar sereia, princesa, fada, mãe , professora, gigante …
Crescer sem crescer 
Viver o momento como eternidade, e ter a certeza de poder fazer o mesmo no dia seguinte … No meu Universo com  minhas próprias regras
 
 

8 thoughts on “Tempos de crescer sem crescer

  1. Infância rima com ignorância… E é isso mesmo, ignoramos o quão bom é esse tempo e ansiamos por crescer… Quando percebemos, já somos adultos e queremos voltar a ser crianças, naquela ignorância de tudo e de todos, das regras do mundo! Tudo tão confuso… Humano é um ser obtuso! 😛
    Ahhh! Mas podemos conservar nossa criança interior! Nostalgia? É bom senti-la, mas sempre buscando recordar aqueles momentos para a alegria do nosso dia a dia… Afinal, olhar para trás faz bem, apenas quando não nos mantemos refém de um tempo que não voltará mais.

  2. Nostalgia da nostalgia…Revisitando e relendo sua arte!
    Ahhh, Jaque… Eu também me sinto assim: nostálgica da liberdade da infância! Quando a crueldade não fora descoberta por meus olhos de menina esperta mas ignorante da verdade… da triste realidade!
    Vc me fez lembrar…
    Quando pequena (muito pelo contrário do que eu disse no meu comentário anterior, onde tudo generalizei), eu não tinha pressa em crescer. Eu só queria viver plenamente a minha diversão que se misturava com a educação. Brincar e estudar eram duas facetas que eu vivia diariamente. Embora estudar fosse obrigação, para mim, também era diversão. Relutava em pegar nos livros, pois a televisão capturava mais a minha atenção. Porém, quando neles pegava, eu passava a tarde inteira a fazer minha lição. Uma simples tarefa de redação ocupava a tarde toda, era recreação! Quão feliz e orgulhosa ficava ao encontrar a solução de um problema de matemática. Matéria esta que menos gostava, mas…dava-me bem com ela.
    Nossos “problemas”da infância realmente eram nada! Eu rio daquilo que me preocupava. Hoje, percebemos e sentimos saudade de um tempo que “nada” nos exigia. Digo nada, pois não se pode comparar as preocupações de agora com as de criança. Parecem nada… mas para crianças que viveram uma infância boa como a nossa, onde brincar e estudar era tudo o que havia em nossa volta.
    Aff, textão!!! O_O
    XD

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