vida

#11 Qual o limite da resiliência profissional?

Diferente de um material exposto a uma determinada tensão que volta a sua forma original, nós seres humanos ao viver uma experiência, seja ela positiva ou negativa mudamos pra sempre. E lidar com essas mudanças de forma resiliente é muitas vezes um desafio que pode colocar em risco em nossa saúde.

Então qual seria o limite saudável para digamos suportar os problemas profissionais?

Suportar é necessário?

No EP 11 eu o Léo Alves, vamos contar até onde consideramos saudável aplicar a resiliência, diante das situações adversas expondo como nós lidamos com essas questões.

E segue aqui os dois vídeos citados pelo Léo nesse EP:

Felipe Deschamps – Checklist do programador sênior
Felipe Deschamps – Entrevista de emprego (dicas da pixar)

E os outros dois (bônus) pra vc que está acessando nosso site:
Fabio Akita – Começando na carreira de TI
Fabio Akita – Não terceirize suas decisões

O podcast comentado nesse EP , tbm tem site, vale apena entrar lá: 
http://www.ondasdepossibilidades.com.br


Não esqueça de comentar por aqui e compartilhar suas experiências conosco!

Até o próximo episódio, bj !

Biblioteca de músicas sem copyright.

#7 1% de amigos

No ep #7 chego a conclusão de que nem todo mundo serve pra ser meu amigo.
São poucas as pessoas com as quais podemos realmente contar, e são essas raras pessoas que podemos chamar verdadeiramente de amigos.

O que você tem dito a si mesmo ?

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As piores mentiras são aquelas que dizemos a nós mesmos, buscando nós convencer de algo por medo ou mera conveniência. Tentando assim calar a inquieta voz da verdade dentro de nós mesmos, a qual  grita incessantemente qual é a realidade dos fatos.
Minha experiência me revelou que quando criança apesar do mundo de fantasias que rondava minha cabeça, não havia necessidade de  tais mentiras.
Mas então cresci, e com isso, como todo adulto  passei a presumir demais. E em um mundo de tantas suposições, as presunções me levaram para um calabouço solitário onde eu ousava presumir as reações das pessoas, ou pior suas intenções e atitudes em relação a mim.
Você já  fez uma ideia boa de alguém que te surpreendeu com alguma atitude desprezível?
E o contrário?
Pois é, faz com que nos sentimos completos idiotas, né? 
É como tenho me sentido diante de certos fatos.
A verdade incontestável é de que a vida é uma surpresa, e tão certo quanto você não pode presumir o que acontecera dentro de duas horas ( ou se existirá amanhã ), você nunca vai poder supor as atitudes alheias ( e muitas vezes nem as suas próprias ) .
Eu andei pensando bastante sobre, pois as vozes a qual costumamos dar mais ouvidos, são as nossas, a voz do orgulho que diz  não  faça isso porque isso é se sujeitar, a voz do medo que diz não encare, a voz da audácia que fala quando deveria calar, entre tantas outras que se disfarçam de pensamentos inofensivos.
Nossa postura diante da vida vai ser fortemente determinada pelas vozes interiores que escolhemos ouvir. E por essa razão é extremamente importante pensar em que estamos dizendo a nós mesmos, e no que temos nós forçado a se convencer.
Há em cada um de nós vozes de encorajamento,que podem ser boas ou ruins. Mas ambas são reflexo do nosso eu.
E o que você tem dito  pra si mesmo?
O que ecoa pra você em forma de pensamentos?
Ok, você não pode controlar seus pensamentos.
Mas lembre-se pode controlar suas atitudes.

Quem eu era, quem tenho sido ou quem vou me tornar ?

08ec2fa7ee2f6f5b0c14cc76a3bd209cE. E. Cummings escreveu    Não ser ninguém – além – de – você – mesmo num mundo que está fazendo de tudo, noite e dia, para transformar você em outra pessoa – significa travar a batalha mais difícil que qualquer ser humano pode travar; e nunca parar de lutar. E ele também escreveu É preciso coragem para crescer e tornar-se o que você realmente é. E são  com essas  duas frases que eu estou de  volta depois do hiato de alguns meses, sem escrever nada por aqui. 
Sobre  estes meses ausente, o que dizer ?
Conto sobre ter feito  a  minha primeira tatuagem, sobre os quilos que  ganhei , sobre meu pesadelos  ou sobre alguns sonhos se realizando ?

O que realmente importa? Quem eu era, quem tenho sido  ou quem vou me tornar ?
Porque, bem , quem eu  era errava bastante, quem tenho sido também erra (mesmo que tentando concertar velhos erros), e eu não sei se por hábito ou ”destino”, ou pelo simples fato de ser humana vou  continuar a cometer erros. 
E por mim tudo bem, tudo bem seja lá o que esteja por vir, contanto que eu volte aqui e me de conta de que o meu eu, essa parte grande insólita sobre quem eu sou continue viva, mesmo diante de todo esforço que o mundo faz para me tornar outra pessoa, matando quem eu realmente sou. 
Se  há  alguém que ainda acompanha, ou eventualmente lê esse blog, bom eu estou de volta!  E peço desculpas  a minha  dúzia de emails de  vocês  leitores  insólitos que ficaram sem respostas por tanto tempo. 
O que posso  dizer é  que foram meses bem insólitos e decisivos.  Houveram risos, lágrimas, espanto e surpresas agradáveis, e aos poucos   irei contando se não tudo, boa parte  do que aconteceu. 
Com toda minha insólita mente
Jaque Bastos
 
 

Merlí : Filosofia, puberdade e sexo

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A proposta da série   Merlí  é no mínimo diferente, e foi recomendada pelo meu professor de espanhol. 
Recomendação de um ótimo professor +  ideia diferente  = acabei assistindo um episódio …  atrás do outro, em dois meses as  3 temporadas!
E agora estou aqui para recomenda-la  á vocês  (apesar de  considerar que há  na mesma certos exageros, cenas desnecessárias, e como em toda série Netflix APELATIVAS!
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Resumão: Merlí  é  um homem divorciado, com cerca  de cinquenta anos, pai de um adolescente homossexual,  que passa a morar com mãe  (que é atriz) por estar desempregado.
Mas logo no início da série ele arruma um trabalho como professor  no  colégio onde o filho estuda.  Não  demora muito para se destacar entre os jovens por ser irreverente e espontâneo.
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Pontos altos  da série : 
Um pouco de  didática
Cada episódio tem o nome de um filosofo, e mostra um trecho da aula de Merlí sobre o mesmo.  No decorrer do episódio tudo está  de certa forma ligada a filosofia do filosofo em questão, o que acaba por ser uma abordagem sensacional sobre.
Metodologia de Ensino e Influencia 
Através do personagem a série faz duras criticas ao método de ensino autoritário, e  também  aponta para necessidade   dos jovens  em ter alguém com quem possa contar. O que leva Merlí a ser uma espécie de herói da garotada.
Merlí  é  um professor capaz de causar grande influencia. Mas nem sempre sua influencia sobre eles é boa, pois Merlí  apesar de adulto leva a  vida de uma maneira um tanto quanto inconsequente o que garante boas confusões durante as três temporadas.
O personagem chega a  fazer criticas quanto a política, a educação ortodoxa de alguns pais e há  falta de atenção de outros, entre outros pontos  sociais  que estão  inerentes ao papel  da construção  educacional, tal como  o papel da escola em relação  ao  combate do bullying  e a liberdade sexual. 
Sobre tudo a importância de formação de cidadãos críticos  com opiniões próprias (ou seja seres capazes de não sucumbir a massa)  é  o que se destaca nesta série. 
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O ponto baixo da série com certeza  é o exagero das cenas de sexo (sendo estas demasiadamente exploradas, e em quase todos os episódios), e a forçação de pares entre personagens que claramente não teriam nenhuma ligação afetiva, o que acaba por tornar estes ”romances” fantasiosos demais e chatos. 
O FIM  – O fim  é  lindo, porém triste, e com certeza   cumpre o principal proposito  da série   que é   fazer o expectador pensar  sobre qual seria A MELHOR maneira de levar sua vida!

Assistam e me digam o que acharam !

 

As perfurações

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Uma lança, uma opinião, um conceito mau formado  e pontiagudo  vem disposto a tirar-me o sono. Atormentar com armas, minha bolha quente e confortável, que  é para mim como um útero,  um lar. 
Amargas perfurações de verdade, se não fossem por ti, como o sol entraria aqui? 
É bem verdade, que toda  placenta estoura. 

Ciclo do autoconhecimento

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Aqueles dias noutro tempo  eram considerados os belos dias.  Mas então a luz! E logo já não eram tão belos assim. 
Eis  a desilusão amiga, me  apontando as tolices que antes não via. 
Mas é  chegado o tempo em que vejo demais, e como  que afim de evitar o erro, temo a vida.  
Precaução demais! -grita  o coração.
Teimosia! Outro erro, outra dor , uma nova culpa, uma tatuagem, cem anos de solidão …
Esse é outro tempo!
Eis a  ilusão  amiga, a qual abraço já  sem medo, pois sem ela não  viveria. 

Antes dos 30: Na beirada dos vinte e sete e já me sentindo um personagem de 42 do Ben Stiller

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Tinjo o cabelo desde os onze anos, pois gosto da sensação de mudança. Mudava sempre e  por qualquer motivo, mas na maioria das vezes sem razão sensata alguma. Hoje em dia tinjo de preto e apenas de preto, para disfarçar os fios brancos que começaram a nascer cedo, se multiplicaram, e agora são muitos. 
Minha postura já não é a mesma, o que me deixa com dor nas costas com certa facilidade.
Surgiu uma barriguinha que nunca esteve aqui.
Esses dias depois do almoço mordi uma bala (que me lembra da infância), e meu dente cariado quebrou, não deu outra, tive que arrancar o que restava dele.
Agora aqui estou eu, escrevendo  sobre  os três anos antes dos trinta/como é se sentir um tanto quanto velha (em relação a como me sentia antes), e claro estou usando óculos por conta da miopia, sendo cautelosa pra não me mover tanto a ponto de desatar os pontos na gengiva. 
Assisti esses dias no Netflix a uma comédia bobinha do Ben Stiller, cujo o titulo  era  ENQUANTO SOMOS JOVENS.
No filme: Josh Srebnick (Ben Stiller)  é casado com Cornelia (Naomi Watts) a alguns anos, vivendo uma vida sem muitas surpresas, e um tanto quanto chata. Mas ao conhecerem um casal  na faixa dos vinte e cinco começam a comparar sua vida a deles, e assim acabam por perceber  o quanto envelheceram, e sobre tudo o quanto poderiam ainda sim serem como os jovens em relação a acertas coisas. 

O louco é que assisti ao filme, me identificando mas com a crise  de idade do Ben Stiller do com os personagens jovens. 
E veja a ironia, logo eu apaixonada por mudanças desde criança, agora com receio de uma mudança natural e inevitável. 
Daqui treze dias completo vinte  e sete anos, e embora esteja vivendo a melhor fase da minha vida até aqui, e me considere mais segura e madura em relação a antes, mas ainda longe de ser o suficiente!  eu me pego tendo medo de não me reconhecer numa mulher de trinta.
Logo eu que li Balzac aos quatorze temendo agora me perder de mim…
E se eu não me reconhecer mais nas músicas que hoje ainda fazem sentido?
E se passar a temer arriscar? 
E se algo aqui nunca maios for o mesmo?
E se fizer planos e mais planos e …
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Eu vou ter essas palavras, e me lembrar de como era  ter medo do que não deveria temer.