Um quase, quase pensando em você


Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
Com você me sinto bem
Estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
te esquecer
Eu pensando em você
pensando em nunca mais
pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
com o perfume das manhãs
com a chuva dos verões
com o desenho das maçãs
e com você me sinto bem (…)
Estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
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Livro Poesia Livre 2016 * Poesia : Anjo Caído

Boa Tardeeee!

É eu estou animadinha, e não  é pra menos, finalmente  é sábado! E como devem saber, sábado é meu dia favorito por diversas razões, e uma delas é ter tempo pra escrever aqui, e  como estive meio distante, acreditem, tenho muita coisa pra escrever! rs
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Vou começar contando pra você que o livro Poesia Livre 2016 finalmente chegou no dia 09/06 quinta-feira ! A demora se deu porque apontei dois endereços da Zona Lost de SP. Mas chegou !!!
E lá na página 203 tem a minha poesia  Anjo Caído, escrita em homenagem ao muso inspirador da serie de textos do blog intitulada Um Quase, Quase Amor (que você pode conferir inteirinha clicando aqui).
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Muita gente me perguntou sobre quem é o tal rapaz angelical-infernal,e  gente é o RAFA rs, e não ele não é meu namorado ainda, é um desses romances impossíveis que vira poesia, e que basta caber na página de um livro (ou nesse caso de 5 mil exemplares) . 
Se alguém avista-lo pelo alto do Ipiranga por favor digam a ele ‘A JAQUELINE FEZ VOCÊ VIRAR POESIA MOÇO! ‘
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Anjo caído
Ele sempre está lá
É meu par
As vezes chega atrasado, mas sempre chega lá
Lá onde o que nos importa é amar
Nosso amor estranho, mas belo
Contraditório e necessário
Partilhando de um destino paralelo
Nós, uma junção inesperada sem nenhum critério
Chegando ao céu, caindo ao chão
Lá e cá, no corpo, na alma, no coração
Cá entre nós, lá em casa
Me visita um anjo toda noite
E ele é meu deleite
Anjo caído de uma só asa
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Vale lembrar os lerdos que a linguagem é toda metafórica, e que meu eu lírico ainda encontra muita inspiração na barba dele, embora ele nem saiba disso rs!

O Concurso Nacional Novos Poetas acontece todo ano, e é promovido pela Editora Vivara. Cada participante (de qualquer Estado do Brasil) pode enviar duas poesias, e se uma delas for aceita pela comissão julgadora, você terá sua poesia publicada. Para ver mais a respeito, passa na minha página no menu do blog AQUI , onde estou tentando organizar alguns trabalhos.
Abaixo a Apresentação e a  contra capa do livro, falando um pouquinho sobre o Concurso:

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O Apoio para o Concurso vem da Academia de Letras do Brasil -Seção Minas Gerais, EBC Empresa Brasil de Comunicação , TV Brasil, TV Cultura entre outros.

A outra poesia que enviei além de Anjo Caído, foi  Desengano (e já que ela não ganhou espaço no livro, aqui está) :

Pensei que era mesmo ele
O ser a me libertar de estar exilada em mim
Não pensava haver outro abaixo daquela pele
Mas não foi assim

Fui consumida por minha própria ingenuidade
Enganada por meu próprio coração
Arrebatada de amor foi minha sanidade
E pelo crer cegamente, recebi minha punição

Sofri o castigo da descoberta
E por minhas próprias lágrimas fui liberta
Ainda presa mim, mas livre dele

Há um exílio do qual nunca se pode fugir
Mas de enganos sempre poderemos partir
Novamente pertenço a mim, e não a ele


Pra dar um pouquinho mais de emoção aos novos poetas, no final do livro vem poesias de alguns dos grandes poetas brasileiros:
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Agora posso dizer que estou no mesmo livro que Drummond =D rs! 
<3

Um quase, quase amor, que de tão louco e platônico foi parar nos livros

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Me disseram os sensatos ‘ É  estranho presumir amar alguém que não conhece

E quem conhece bem o outro?

Amamos o mistério, e supomos amar a descoberta.

Me disseram os sensatos ‘ Isso é loucura! ‘ 

Mas tudo bem não ter sanidade a troco de amor.

Esse é um mundo escuro até que você enxerga pelos olhos do outro …‘ me disse a consciência, e foi assim que minha razão também cedeu ao amor. 

Que diferença faz se enxergamos ou não? O amor nos torna cegos. E se vivo um romance as cegas, vejo que se parece com todos os  grandes romances da literatura, pois no amor não é preciso ver, basta sentir.

E de tanto sentir, escrevi pra ele um poema, baseado num devaneio sobre um nós que não existiu. O poema foi publicado num livro por uma grande editora.

Ele nunca leu, desconhece o poema e o  livro, tanto quanto desconhece o que  sinto.

Vai ver que todos os livros de poemas são feitos assim, de amores intensos, perturbadores e paradoxalmente encantadores … mais sempre platônicos.

Até que um dia por acaso ele escolhe  meu livro numa prateleira, folheia as páginas, para no meu poema, o lê, e o dedica a mulher que ama.

Essa mulher ao ler o poema compreende o quanto ele a ama  de verdade (como o que senti de verdade).

Foi meu amor traduzido em palavras, impresso, sofrido  e só então  lido por ele,  tocou o coração dele e o dela  também.

E  o que pode ser mais real do que as palavras de um poema, inspirado por um sentimento (real)?

Amor genuíno guardado em  prateleiras, pronto para ser descoberto e lido.

Amor genuíno, do tipo que não precisa se consumar fora das palavras.

Amor genuíno, por isso me bastou que ele houvesse me inspirado, e transferido meu amor a outro alguém.

Um quase amor real, mais que aqui  foi grande, e até  existiu…

Não vai acabar aqui, não fique triste por mim quando souber a verdade.

Você será meu pra sempre, pelo menos como está eternizado nos livros.

Isso é poesia, e os poetas não são de ninguém.No entanto suas palavras são de todos.Nascem pra amar e escrever, só isso.

E isso é tudo.


Esse é o fim  da serie de posts  Um quase, quase amor, abaixo todos eles na sequencia:

ep #1  Momentos de nada

ep #2  Nele

ep #3  Depois de ser arrebatado

ep #4  Acordar

ep #5 Fala

ep #6 Encontro

ep #7 Do meu interesse

ep #8 Conjurando seu amor

ep #9 Hig

ep #10 Preciosidades

ep #11 Melhor que dois

ep #12 Sobre uma coisa que queria te dizer

ep #13 Meio vazio o amor platônico 

ep #14 Exagero do meu romantismo

ep #15 Boba 

ep #16 Um quase, quase amor, que de tão louco e platônico foi parar nos livros


 Curiosidades 

O post  Amor platônico e desconexo , Inferno , A louca , Jogo de azar, Na real e Sobre o fim  também foram inspirados na mesma pessoa.

O livro com o tal poema será lançado agora em Abril pela Editora Vivara.

E não ele (o muso inspirador) nunca soube de nada.

Um quase, quase amor: Boba

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Deixe-me sonhar
Não quero acordar
Pelo menos não agora
Não antes da aurora
Ainda há muito pra imaginar
Um mundo inteirinho pra gente se amar
Ainda tem essas rimas tolas no meu caderno
Sobre como isso bem que podia ser eterno

Ou deixe-me acordar
E de verdade me leve a sonhar
Faça isso agora!
Antes da aurora!
Como quiser imaginar
Um mundo pra gente se amar
De um jeito eterno
Igual presumi no meu caderno

Um quase, quase amor: Exagero do meu romantismo

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Não nasci pra ama-lo
Mais o amo, porque por mim estaria tudo bem haver nascido pra isso
Não vejo problema algum em ama-lo
Exceto pelo que faço disso
Discurso absurdo de amor
E nem precisava tanto
É um amor bonito, eu que exagero com esse lance de clamor
E muito acalanto
Não sei evitar, sou exagerada por natureza
Gosto de amar em demasia
Vejo nisso beleza
Faço disso fantasia
Imagino mundos pra nós dois
Exagero nos cenários
Crio meios pra te visitar depois
Aeroplanos extraordinários
Torço pra cair
Cair em cima de você
Sei lá qualquer coisa, te atrair

 

Um quase, quase amor: Meio vazio o amor platonico

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Meio vazio esse sentimento  sem você pra o compartilhar comigo

Meio vazio esse sonho, que sonho acordada e que só sinto dormindo

Meio vazia essa cidade cheia sem você aqui

Meio vazio qualquer lugar onde isso não existe de fato

Meio vazio e solitário amar sozinha

Um quase, quase amor: Melhor que dois

tumblr_static_31gap7kt3p8g84wkcww8s88scUm eu sem você 

Um você sentado naquela  praça com feição triste sem mim

Dois seres sem razão 

Sem o outro 

 

Um eu com saudade do seu olhar 

Um você deitado na cama doente, e sem mim

Dois seres adoecidos de doenças sem cura

Sem o outro 

 

Um eu que te quer

Um você que não sabe 

Dois  seres igualmente  incompreendidos 

Sem o outro 

 

Um eu sem você

Um você sem mim

Dois 

 

Mas há algo melhor que dois 

 Um eu com você 

Um você comigo

Dois unidos numa mesma razão

Um, o outro , uma mesma coisa!

Sem saudade

Sem dor

Um querendo o outro

Os dois sabendo disso

 

Por fim compreendidos!

Um só

 

Um quase, quase amor: Preciosidades

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Queria me lembrar exatamente quando foi que tudo começou. Seria a maior preciosidade de todo esse acumulo de lembranças, mas não me lembro.

Talvez tenha sido quando o branco da sua pele iluminou alguma segunda-feira escura.

Ou quando o castanho dos seus olhos trouxe atona em minha mente, os devaneios sobre o homem dos meus sonhos.

Pode ser que tenha sido naquele dia quando me devorou com os olhos enquanto eu lia.

Não sei.

Não sei sobre como começou, e temo saber quando, e como irá acabar.

Não quero só ter essas preciosidades em formas de lembranças.

Quero mais do que a memoria de um quase amor.

Quero você e todos os dias, meses e anos que  não tivemos, e que só existem aqui, nessa gaveta imaginaria onde guardo meus quases.

Quero seus braços ao redor de mim, e sua vida fundida a minha.

Quero a mágica de todos esses momentos impressos em nosso olhar, para que vejamos um no  outro o  que nunca havíamos visto antes.

Queria congelar os  momentos em que você fica me olhando …

São tantos olhares, quase nada de  diálogos.

Que sentimento estranho é esse que me impede de dizer o que precisa ser dito?

Mas que mesmo estando calada, grita alto?

Que amor estranho é esse que ainda sendo um quase, é  imenso e não cabe em mim?… necessito compartilhar, necessito dizer … não sei impedir …

É PRECIOSO DEMAIS, NÃO DEVERÍAMOS DESPERDIÇAR!

Deveríamos ao menos tentar …

Sair do quase …

AMAR.

 

Sobre o fim

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Devo lamentar que  mesmo tão cedo seja o fim?

Sinto muito, mas já há muito pelo que lamentar sobre tudo isto

Lamento não ter visto tantos sorrisos seus quanto gostaria

Lamento que não tenha segurado minhas mãos quando se deu o Apocalipse dentro de mim

Mas não posso lamentar que seja o fim

Pois já me acostumei com romances  que terminam antes de começar

Já tenho prática habitual em me esquivar da dor 

Sou quase uma profissional em ignorar o passado

E daqui alguns instantes isto não será nada mais que passado

Sim, eis aqui o fim 

Confirmado e sacramentado nessas palavras de adeus

É bem verdade que eu poderia ter sido sua

Mas prometi a mim mesma não lamentar isso

Eu viro as costas, vou embora

É o meu papel em roteiros como esse 

E fim do drama