Quem eu fui se foi

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Retornei aos velhos escritos, e retomei a leitura das lamúrias do passado construído por ideias  de desesperança…
Sabe, é bom ver a vida daqui. Daqui onde já  não dói tanto relembrar, pois quase tudo esqueço, e mesmo relendo o passado me sinto longe dele. 
Tentei é verdade reconstruir as cenas, lembrar dos aromas, das vozes, das cores, mas já estava outro cenário. Cenário esse que fazia de mim nova personagem…
Mas quem eu fui?
Se foi . 
 
 
 

Resolução sobre os amores de outrora

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Vivo esbarrando nos velhos amores
Amores de ontem, amores de outra fase 
De quando tinha  outro coração, o coração ingenuo de antes  das dores 
De antes de compreender o sentido daquela frase …
O ‘ Eu te amo ‘ se diluiu em lágrimas, se desfez assim o amor de outrora 
Outra história se fez, voltei a vida
Resplandeceu a aurora 
Reacendeu a chama ávida 
 
Vivo é verdade, esbarrando nos velhos amores
Eles me encontram nas estações de trem, nas menores livrarias da cidade, nos dias mais chuvosos, e até nos domingos de sol 
Os encontro até sem te-los por perto, pois continuam aqui, na memória
E devo confessar que cada um deles, fora único e inesquecível
Mas se foram!
Não partiram de todo é verdade, alguns nunca nem existiram 
São  só uns ”quases” que perambulam a hipótese do infinito inexistente 
Foram só olhares, gestos, palavras ao acaso …
Tentativas… erros… tentativas, nada mais do que tentativas !
Mas tenho certeza de que não eram pra ser 

O sentido de um fim e as memórias que todos temos

Oi! 
Hoje eu vou resenhar a primeira leitura obrigatória da minha vida acadêmica como estudante de Letras, o livro O sentido de um fim ( título original : SENSE OF AN ENDING ), do autor inglês Julian Barnes.
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Iremos trabalhar o livro durante todo esse primeiro semestre,  na disciplina  Lingüística e Comunicação.
Confesso que comprei o livro há duas semanas, no entanto estava bem difícil dar continuidade a leitura do mesmo. Em parte por ler nas brechas de tempo no transporte público ( que convenhamos não é o que se pode considerar um bom lugar para leitura ), em parte por desinteresse na narrativa ( eu detestei o jeito esnobe como o narrador descreve  como eram seus  amigos colegiais, metidos a filósofos mo inicio do livro ) .
Mas ontem, ao me dar conta da quantidade de tarefas que tenho protelado, decidi ( e prometi a mim mesma )   começar o livro do primeiro paragrafo ( De novo!  Deixando de lado as primeiras e negativas impressões )  e ir até a última página  em poucas horas… acabei por adormecer as 2 AM deixando minha promessa se esvair em profundo sono.
Acordei atrasada para o trabalho, e quase esqueci de levar comigo r as 159 páginas do  senhor Barnes, mas  finalmente, finalmente terminei o livro! Então bora conferir minha resenha!

MINHAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A OBRA  

O livro é narrado em primeira pessoa por Anthony Webster ( ou Tony para os íntimos) , um  senhor de sessenta e poucos anos  que mergulha de cabeça nas memorias da juventude, afim de encontrar sentido para uma porção de questões que talvez não tenham tido um fim, ao menos não, com um  sentido claro. 
Durante anos você sobrevive com as mesmas sequencias, os mesmos fatos e emoções. Eu aperto um botão marcado Margaret ou Verônica, a fita corre, a mesma coisa de sempre aparece. Os eventos reconfirmam as emoções- ressentimento, uma sensação de injustiça, alívio-  vice -versa.
Não parece haver um jeito de acessar  outra coisa; o caso está encerrado. É por isso que você busca corroboração, mesmo que acabe sendo contradição. Mas e se, mesmo num período tardio, suas emoções acerca daqueles fatos  e pessoas do passado mudarem? 
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O tempo passa para todos, mas o que revela quem somos, nossa história, e tudo que vivemos é a nossa memória. Memória essa que com o tempo pode falhar, nos fazendo talvez nos perder de quem  fomos,  e assim consequentemente de quem deveríamos ser.
E hoje, quem somos? Sub produto do que vivemos,  ou o que pretendíamos realmente ser?
Quem era mesmo Adrian? Quem era mesmo Verônica?
Tony Webster busca responder a essas perguntas, enquanto acaba por perceber quem é, e sobre tudo quem foi. Numa reflexão nostálgica Tony procura compreender o passado, para encontrar sentido no presente. 
O livro traz fragmentos de muitas memórias da juventude do narrador, e suas impressões atuais sobre elas. 
Além de revelar fatos do presente como encontros com Margaret sua ex mulher, e uma serie de encontros com Verônica sua ex namorada da adolescência. 
Particularmente amo obras literárias que tratam do poder corrosivo do tempo,  e de  como os anos podem comprometer nossa memória a ponto de alterar o sentido de muitas ocasiões. 
Eu sei que o que vivi, com base em tudo que me lembro, mas se passo a esquecer o que vivi, fico confusa, não sei bem o que senti quanto estive lá ( no passado) , naquele lugar distante que é agora apenas uma memória nebulosa.  É assim que me sinto se por mais que me esforce esqueça do que fora outrora. 
Isso é humano! Esquecer é humano, afinal de contas quem de nós pode levar consigo a clareza de algo mais do que cabe em pequenos fragmentos de memória?
Eu não posso!
E por essa razão acabei por me identificar com Tony Webster, e talvez seja por isso que o livro tenha ganhado tanta repercussão  ( e vencido o premio MAN BOOK PRIZE 2011) . 
Se esqueço  o que vivi, logo esqueço o que senti, e  acabo por perder as lições por trás de tais sentimentos. Logo me perco de quem me tornei através dos episódios vividos, volto a estaca zero. Sem memoria de certos fatos, sem parte de mim…  Que sentido  tem o fim se nem me lembro do começo?
Embora não tenha me apegado tanto ao personagem em si, ou mesmo a construção dessa narrativa, gostei muito de como Julian Barnes  retratou a memória, e o que pode acomete-la com o passar do tempo. Fragmentos, nada além de fragmentos … algumas cenas, algumas coisas que nunca iremos esquecer, decepções, amigos que partem para sempre, o envelhecimento, a vida tomando novas formas depois de se tornar disforme. Esse livro faz uso da nostálgica analise de um personagem sobre sua  juventude, e acaba por levar o leitor a mergulhar nas suas próprias memórias. E refletindo nelas, nos perdemos um pouco de Tony, mas questionamos as mesmas coisas que ele. 


Sobre o livro *
O livro é dividido em duas partes, a primeira trás atona ao leitor as principais  memórias da juventude do narrador, Tony Webster. Já  na segunda parte Tony  está tentando encara-las mediante os fatos do presente ( 40 anos mais tarde ). 
O que leva Tony nesse profundo mar de nostalgia, é o fato de haver recebido como herança o diário de um de seus melhores amigos da juventude.   Tal inesperada herança  o leva a pensar não apenas Adrian ( seu amigo suicida, autor do diário), mas também em sua ex namorada Verônica.
A tentativa de recuperar mais memórias da juventude afim de compreender o atual estado de sua vida, o leva a muito remorso, e respostas que talvez não desejasse obter. 
Aos sessenta anos de idade, divorciado, pai e avó,  Tony conta com a ex mulher Magaret por um tempo, para tentar compreender certas coisas sobre si mesmo, mas logo fica por sua conta a compreensão nítida do que o passado fez do presente. Então Tony nota que passado não é apenas passado, é provavelmente o sentido que se esconde por trás do fim. 
 
 
 

Minha participação na Edição ANTOLOGIA POÉTICA SARAU BRASIL 2016

Cheguei  da faculdade há algumas horas, e tive a ótima notícia de que minha tão esperada correspondência  finalmente chegou!!!
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Se trata dos livros da  Edição ANTOLOGIA POÉTICA  do Sarau Brasil 2016, que reúne através de um Concurso Nacional  poesias de  novos poetas.
Esse ano entre as poesias  selecionadas está (na página 225) meu soneto :
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Soneto didático para Leonardo
Os teus olhos cansados diziam coisas que não pude ouvir
Me distraia com seus lábios perfeitos olhando pra mim
Sentia tua alma me tocar e o amor intervir
Sem pé nem cabeça, começou assim
Te juro que menti que não era amor
Era tão confuso que me roubou o direito de mentir
Mas já estava tão inteiramente roubada, que consenti ao rumor
E disse, seja lá o que disse só pra não discutir
É que eu te quis pra valer
Como tem gente que quer só porque o outro quis equivaler
Mais foi bonito, foi amor correspondido
Foi meio apocalíptico
Mas se virasse um livro, ia ser didático
Sobre um tipo de sentimento meio subentendido


Muito feliz de fazer parte de mais uma seleção de poesias que rendeu publicação! 
Não imaginei que seria esta minha poesia selecionada, uma vez que assim como os demais candidatos enviei duas …
Este soneto em especial é o registro de um romance vorazmente vivido/sentido/sofrido e superado, que fora capaz de me trazer grandes aprendizados, por tanto é de extremo valor que tenha ido parar num livro.
Fica ai O Soneto De Didático Para Leonardo em estima a todo aprendizado gerado através da minha tentativa de compreender tal paixão …
Caro Leo, paixão é só paixão.
Isso significa tudo, pode não ser nada …
Importa  é que vivemos…
Aprendemos …
Supondo estar nos amando …

Desabafos de quem fora míope perante a vida

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É uma confissão dessas que me sinto  realmente  coagida por minha consciência  a fazer  a mim mesma … pois só assim sou capaz de admitir meus erros e aprender com eles.
É um tanto quanto insólito falar sobre isto, mas é extremante preciso, porque é extremamente necessário corrigir rotas!
E para tal correção é necessário enxergar bem os caminhos perante mim, e é justamente ai que entra a insólita analogia com a miopia …
Tendo sido diagnosticada na semana passada com miopia e astigmatismo, eu fiquei pensando em todas as minhas características sempre comentadas entre amigos e familiares que eu nem imaginava terem sido resultado do meu problema de visão ( eu realmente julgava enxergar muito bem ) .. mas andava sempre olhando fixamente para baixo temendo tropeçar ( pois as vezes me parecia que  o chão estava  mais abaixo ou acima do que estava realmente ), com isso fui sempre chamada de cabisbaixa! 
E também tem as características  como:  coçar muito os olhos (e borrar a maquiagem), seguida de olhar fixo e de olhos semi cerrados para olhar as pessoas enquanto elas falam  ( ou mesmo virar um pouco a cabeça para tentar focar melhor o rosto delas )… essas pequenas coisas toscas que formam a imagem que as pessoas fazem de quem sou.
Mas não eu não ando cabisbaixa porque sou triste ou tímida !
Minha maquiagem não vive borrada porque  chorei, ou porque sou extremamente sem noção ( embora até seja sem noção ) !
E sobre  tentar focar em você enquanto você fala, mantendo os olhos semi cerrados com cara de esforço … é porque eu não sei qual imagem de você é real, pois vejo dois ou mais  as vezes …
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Se levou em conta essas coisas,  você que enxerga bem, me viu de fato, mas não me conheceu … Mas não lhe julgo, pois nem eu mesma me conhecia. Nem eu mesma sabia que tudo isto era um problema de visão … 
As terríveis dores de cabeças da chamada garota enxaqueca… tudo poderia ter sido evitado se não abandona-se meu óculos na infância … pensei que até que se os usasse talvez não tivesse sofrido o acidente que me mudou tanto … 
Não apenas míope, mas tendo uma visão igualmente míope perante a vida, fiz tantas escolhas erradas, errei tantos caminhos … E claro, eu não quero me lamentar sobre, mas eu não vou fujo da  possibilidade que muitas coisas teriam sido diferentes. 
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Dificuldade de enxergar se submetida a muita luz
Dificuldade de me concentrar na leitura, por me perder nas linhas 
Dificuldade de ver as coisas como elas realmente são, sem saber onde realmente estão
Dificuldade!
Sim, é bem verdade que tudo se deve ao meu problema de visão, mas fez de mim quem eu sou, e se corrijo isso mudo inevitavelmente quem sou e como as pessoas passam a me enxergar!
As vezes foco tanto em uma coisa/situação/ alguém que  o resto do cenário a minha volta fica todo nebuloso… há vezes mesmo fora do trabalho, penso tanto no trabalho que é como se estivesse ainda dentro dele. Há vezes que amo tanto algo que me perco de mim … sou de forçar a vista e também o coração…  desejo enxergar o que aparentemente vejo, mas não vejo… Desejo sentir ao máximo, o que talvez não deva!
Eu vivo num abstrato, e não sei como sair dele!
Embora saiba que devo sair dele …
Preciso aprender a ver o todo, nem que pra isso precise me submeter as lentes a mudança de hábitos, de forma tal a ser outra ( embora sendo sempre eu … )
Certa vez vi um rapaz, e foi como dizem AMOR A PRIMEIRA VISTA, o problema é que estava bem mau da vista … ela não era como pensei ter visto ( ninguém nunca é … as vezes são melhores, mas na maioria das vezes piores!) …
Me pergunto se foi a imagem dele que me enganou, ou se por vê-lo com meu coração míope  me enganei …
Não sei!
Nunca sei …  por isso minha vida é repleta de reticencias!
Eu tive que me apoiar em suposições, porque não era capaz de enxergar as coisas como elas realmente são …
E quem supõem muito tem esse hábito de filosofar até quando vai ao oftalmologista.
Bem-vindo ao mundo!
Eis aqui quem sou de verdade através do que vejo ( e principalmente do que não vejo! )
 

Tempos de crescer sem crescer

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Me  lembrei das vezes que ia sozinha por aí riscando com giz as placas de pare
E deu saudade da infância, porque não podiam me impedir …
No meu Universo minhas próprias regras
E era engraçado o passar das horas, porque traziam o mesmo  de novo e de novo…
o mesmo desenho animado, a mesma sensação boa de fim de tarde do dia anterior…
Sabores doces, brincadeiras com  o impossível, sonhos sem limites… 
Mas as coisas começaram a mudar 
E deu saudade da infância, porque o passar das horas traziam de volta as boas coisas vividas no ontem …
Mas hoje eu preciso obedecer a cada placa, a cada ordem , a cada regra
E da saudade da infância, do ontem … Meu universo, minhas regras…
O desenho animado, as sensações boas, uma placa riscada de giz 
Liberdade de ir pra onde queria, fazer o que queria, sonhar sem ser impedida
Me coroar rainha, me tornar sereia, princesa, fada, mãe , professora, gigante …
Crescer sem crescer 
Viver o momento como eternidade, e ter a certeza de poder fazer o mesmo no dia seguinte … No meu Universo com  minhas próprias regras
 
 

Boas lembranças

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Costuma andar com uma bagagem pesada
Cheia de razões e sentidos medonhos que dei a cada uma delas
Mas era um fardo grande demais, e me empedia de ver que a vida é mais simples do que parece
Maior do que se mostra aos apressados
Pois melhor do que ter as respostas é poder caminhar livremente para encontra-las
E então eu soltei a velha certeza pelo caminho
Segui o trem do inesperado
Tropecei no caminho, e vi coisas que jurava que nem existiam
Tenho um punhado de sementes nas mãos agora
Tenho plantado outras razões
Não para as levar comigo
Já não preciso justificar meus passos
Eu apenas devolvo ao caminho o que ele me deu

Um ano de blog e as mudanças na minha vida

laptop_1 Parece que foi ontem que eu estava no meu quarto triste  recém saída de um péssimo relacionamento, desempregada , e de quebra com um diagnostico de anemia…  entediada e  confusa em frete meu notebook… mas mais do que nunca  disposta a fazer o que mais gosto, ESCREVER !

E assim nasceu esse espaço insólito que você por alguma razão visita!
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Dia 13 de Junho de 2015  um dia depois dos dias dos namorados    lá estava eu tentando descobrir como a plataforma WordPress funciona. E não que eu tenha aprendido direito a mexer nessa plataforma, mas agora eu já sei trocar a foto de perfil do gravatar rs. 
Vai ser muito clichê dizer que esse blog é importante pra mim por registrar uma fase crucial da minha vida, mas mesmo assim eu vou dizer !
Esse blog contém até aqui o registro de como lidei com o fim de um relacionamento amoroso, meus sintomas depressivos  resultantes  do meu estado físico e emocional por conta da anemia, minhas dúvidas, medos, minhas crises  por falta de fé, como lidei com o falecimento de um dos meus melhores amigos, minhas revoltas acerca do rumo das coisas na nossa sociedade  e etc.
Aqui está boa parte do que penso e sinto resumido em postagens que muitas vezes são um desabafo  ou uma tentativa de memorizar as lições que a vida vem me ensinando.
Mas nem tudo é dor, aqui eu  tenho  traduzido em palavras momentos muitos especiais, conquistas e sonhos. Além de que o próprio blog tem me proporcionado o privilegio de conhecer pessoas fabulosas que me contactam por email ( jaquelinek@live.com.pt) e agora pelo whatsapp (11  98333.1866  ).
 
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Desde que esse blog foi criado, muitas mudanças aconteceram na minha vida, e eu venho tentado registrar cada uma delas por aqui.
Como disse comecei esse blog desempregada ( por estar doente ) e desde então já tive dois empregos diferentes, e estou no terceiro  atualmente rs, o que me fez aprender muitas coisas e conhecer muitas pessoas. Lembra do  garoto comédia   e dos outros estragados  ?
Pois é rs! Teve alguns que nem citei por aqui …
E pra quem  pensou que nunca mais iria se apaixonar , eu já escrevi muito   romance platônico por aqui rs. Rafael meu quase … quase amor!
Já dei a volta por cima no diagnostico de anemia, e agora firme e forte consegui voltar a vida, e creio que voltei melhor, e um pouquinho  mais madura eu diria!
Ainda falta muito pra ser considerada gente grande rs, mas a vida tem me ensinado tanto!
E eu sou grata pela estrada até aqui,  e o privilegio de compartilhar meus momentos com vocês insólitos e insólitas que me visitam, que opinam ou que me escrevem pelo email, sempre me incentivando a manter o blog, ou mesmo me aconselhando e me  dando feed backs construtivos.
 
Para quem não sabe eu já tive um blog na plataforma blogspot que durou seis anos, mas que após meu acidente e a volta do coma, por conta de um período serio de crise existencial  acabei por deleta-lo.
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E agora  sem planos de ser atropelada por outro ônibus, eu pretendo me manter aqui com vocês 4ever rs!
É PESSOAL EU PRETENDIA FAZER UM VÍDEO OU ALGUMA OUTRA SURPRESA ESPECIAL PARA O ANIVERSÁRIO DO BLOG, MAS HOJE É SEGUNDA E MEU DIA FOI MEGA CORRIDO… E PRA VARIAR ESTOU ME DESCULPANDO POR SER UMA PÉSSIMA BLOGUEIRA. 
MAS … Continuem comigo, pois a jornada de aprendizados dessa insólita que vos escreve prossegue insolitamente e milagrosamente em ascensão.
PS : Eu achava essa cena do filme Premonição bizarra, até acontecer comigo… rs!
 

Livro Poesia Livre 2016 * Poesia : Anjo Caído

Boa Tardeeee!

É eu estou animadinha, e não  é pra menos, finalmente  é sábado! E como devem saber, sábado é meu dia favorito por diversas razões, e uma delas é ter tempo pra escrever aqui, e  como estive meio distante, acreditem, tenho muita coisa pra escrever! rs
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Vou começar contando pra você que o livro Poesia Livre 2016 finalmente chegou no dia 09/06 quinta-feira ! A demora se deu porque apontei dois endereços da Zona Lost de SP. Mas chegou !!!
E lá na página 203 tem a minha poesia  Anjo Caído, escrita em homenagem ao muso inspirador da serie de textos do blog intitulada Um Quase, Quase Amor (que você pode conferir inteirinha clicando aqui).
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Muita gente me perguntou sobre quem é o tal rapaz angelical-infernal,e  gente é o RAFA rs, e não ele não é meu namorado ainda, é um desses romances impossíveis que vira poesia, e que basta caber na página de um livro (ou nesse caso de 5 mil exemplares) . 
Se alguém avista-lo pelo alto do Ipiranga por favor digam a ele ‘A JAQUELINE FEZ VOCÊ VIRAR POESIA MOÇO! ‘
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Anjo caído
Ele sempre está lá
É meu par
As vezes chega atrasado, mas sempre chega lá
Lá onde o que nos importa é amar
Nosso amor estranho, mas belo
Contraditório e necessário
Partilhando de um destino paralelo
Nós, uma junção inesperada sem nenhum critério
Chegando ao céu, caindo ao chão
Lá e cá, no corpo, na alma, no coração
Cá entre nós, lá em casa
Me visita um anjo toda noite
E ele é meu deleite
Anjo caído de uma só asa
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Vale lembrar os lerdos que a linguagem é toda metafórica, e que meu eu lírico ainda encontra muita inspiração na barba dele, embora ele nem saiba disso rs!

O Concurso Nacional Novos Poetas acontece todo ano, e é promovido pela Editora Vivara. Cada participante (de qualquer Estado do Brasil) pode enviar duas poesias, e se uma delas for aceita pela comissão julgadora, você terá sua poesia publicada. Para ver mais a respeito, passa na minha página no menu do blog AQUI , onde estou tentando organizar alguns trabalhos.
Abaixo a Apresentação e a  contra capa do livro, falando um pouquinho sobre o Concurso:

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O Apoio para o Concurso vem da Academia de Letras do Brasil -Seção Minas Gerais, EBC Empresa Brasil de Comunicação , TV Brasil, TV Cultura entre outros.

A outra poesia que enviei além de Anjo Caído, foi  Desengano (e já que ela não ganhou espaço no livro, aqui está) :

Pensei que era mesmo ele
O ser a me libertar de estar exilada em mim
Não pensava haver outro abaixo daquela pele
Mas não foi assim

Fui consumida por minha própria ingenuidade
Enganada por meu próprio coração
Arrebatada de amor foi minha sanidade
E pelo crer cegamente, recebi minha punição

Sofri o castigo da descoberta
E por minhas próprias lágrimas fui liberta
Ainda presa mim, mas livre dele

Há um exílio do qual nunca se pode fugir
Mas de enganos sempre poderemos partir
Novamente pertenço a mim, e não a ele


Pra dar um pouquinho mais de emoção aos novos poetas, no final do livro vem poesias de alguns dos grandes poetas brasileiros:
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Agora posso dizer que estou no mesmo livro que Drummond =D rs! 
<3

Minha infância soturna com Tim Burton

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Ontem domingo, em algum canal da tv a cabo ( não me lembro qual ) passou Edward Mãos de Tesoura, e daí é obvio, meu irmão me chamou pra ver como fez outras tantas vezes. Todo mundo associa o filme a mim…
Por que?
Por eu ter visto um bilhão de vezes e até  ter feito meu pai grava-lo em uma fita cassete em uma das centenas de vezes que passou na Sessão Da Tarde rsrs! 
Foi desde a infância até a adolescência meu filme favorito, e sabe o que é mais estranho? Nem sei porque !

Eu encontrava não sei como uma beleza incrível no Johnny Depp coberto de pancake e com cicatrizes falsas  …  Nossa e o cabelo …  hoje em dia me lembra o  Robert Smith :
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Anos depois desde a última vez que assisti o filme, o reassistindo  ontem  tentei entender porque gostava tanto dele. 
E não … não entendi!
Okay, o filme é legal, diferente insólito eu diria  , tem um ar de terror, de romance, de comédia e um personagem que é uma especie de Frankenstein com uma personalidade amável, no minimo é muitooo original, mas por que eu pirava nisso durante a infância hein?
Agora aos vinte e cinco anos, confesso que a imagem do Edward me assusta…

Principalmente na cena abaixo : 

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Um  homem construído por  um  idoso enigmático que vivia solitário inventando coisas bizarras   … tá explicado porque minha infância não foi nada normal e consequentemente sou assim !
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Eu acho esse filme assustador agora, e se pudesse voltar no passado  me proporcionaria outro tipo de infância rs!  Não irei permitir que meus filhos assistam nada do  Tim Burton!
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Além dos figurinos, maquiagem e roteiros, tem sempre um sentido muito pesado por trás dos filmes dele, e eu acho que quando criança absorvi muito da melancolia dos personagens, sempre tristes e desesperançosos. 

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O estranho mundo de Jack transformando o  Natal em Halloween ,  A Noiva Cadáver ( nem preciso comentar ) … O barbeiro demoníaco da rua Fleet ( outro que nem preciso comentar ! ) 

Grande fã de  Vincent Price e tudo relacionado ao macabro,  é obvio que terror é o gênero que  Tim Burton domina, até porque consegue misturar isso  ao colorido do ”real”. 
A vizinhança multi colorida cenário de Edward Mãos De Tesoura contrasta com o personagem em preto e branco , e o ”romance” acaba em tragédia com o ex da mocinha sendo assinado. É um jeito ”sutil”de fazer a infância ser soturna, de falar sobre morte como se estivesse a contar um conto de fadas.
É uma criatividade assustadora, que resulta em personagens que conseguem atrair a atenção das crianças, e que infelizmente atraiu a minha quando  criança. 
Mas se querem saber, hoje em dia eu detesto os trabalhos do Tim, não por não considera-los bons (Porque de fato acho que são muito bem feitos e originais ), mas por não desejar que outras crianças vejam a infância, o Natal   ou mesmo o mundo dos adultos pela ótica de um  cineasta fascinado em terror. 
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