La Casa de Papel e meu crush pelo professor

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Esta  serie  foi   recomendada á mim por muitas pessoas, mas o que realmente me levou a assisti-la foi o fato de ser uma produção espanhola. Por estar estudando o idioma Espanhol, achei que seria interessante assisti-la, mas não … eu não  esperava me apaixonar!

Meu crush forte pelo professor 

Alvaro Morte  ator que interpreta  o professor de La Casa de Papel é  inegavelmente lindo :

Mas eu me apaixonei mesmo  foi pelo  seu personagem!

Sergio Marquina  é  na minha humilde opinião  um personagem muito  bem construído, e isso não significa que seja um personagem digamos perfeito, pois  há exageros no mesmo, tais como  ser mestre de lutas, paciente e reflexivo mesmo diante de situações onde qualquer ser humano ficaria  maluco, entre outras coisas. 
Ainda sim O PROFESSOR  tem  muito mérito quanto ao sucesso da serie, e fez com que muitas mulheres ficassem gamadas no seu jeitinho tímido e ao mesmo  tempo incrivelmente inteligente, tranquilo, corajoso … enfim sedutor !
Toda trama da série garante por si só muitas surpresas e expectativas, mas o romance de Sergio Marquina e Raquel (inspetora  responsável por solucionar o roubo a casa da moeda), e a maneira  como ele lida com a ”dupla personalidade”   é  pra mim o ápice! Talvez por haver me encantado com o personagem… talvez!
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Isso provavelmente influenciou  minha opinião  sobre a serie de modo geral, e apesar da  resposta  sobre o que achei de LA CASA DE PAPEL for : SIM EU GOSTEI BASTANTE!   Eu  achei  que  exageraram em muitas coisas (como por exemplo os pares:   Tokio e Rio, Denver e Monica), além de um final de contos de fadas para o romance  MARQUINA e RAQUEL. 
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Vou deixar aqui o link de dois videos legais sobre a série, o primeiro é  do canal Legião dos Heróis  e nos mostra 10 CURIOSIDADES sobre a serie , o segundo eu gostei bastante, e mostra 10  ERROS que passaram batidos enquanto  assistimos.
E claro para terminar esse post, essa  linda  canção popular Italiana (que eu amei conhecer) : 

 Depois me contem se vocês também  não  resistiram ao prof! ;D

Merlí : Filosofia, puberdade e sexo

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A proposta da série   Merlí  é no mínimo diferente, e foi recomendada pelo meu professor de espanhol. 
Recomendação de um ótimo professor +  ideia diferente  = acabei assistindo um episódio …  atrás do outro, em dois meses as  3 temporadas!
E agora estou aqui para recomenda-la  á vocês  (apesar de  considerar que há  na mesma certos exageros, cenas desnecessárias, e como em toda série Netflix APELATIVAS!
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Resumão: Merlí  é  um homem divorciado, com cerca  de cinquenta anos, pai de um adolescente homossexual,  que passa a morar com mãe  (que é atriz) por estar desempregado.
Mas logo no início da série ele arruma um trabalho como professor  no  colégio onde o filho estuda.  Não  demora muito para se destacar entre os jovens por ser irreverente e espontâneo.
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Pontos altos  da série : 
Um pouco de  didática
Cada episódio tem o nome de um filosofo, e mostra um trecho da aula de Merlí sobre o mesmo.  No decorrer do episódio tudo está  de certa forma ligada a filosofia do filosofo em questão, o que acaba por ser uma abordagem sensacional sobre.
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Através do personagem a série faz duras criticas ao método de ensino autoritário, e  também  aponta para necessidade   dos jovens  em ter alguém com quem possa contar. O que leva Merlí a ser uma espécie de herói da garotada.
Merlí  é  um professor capaz de causar grande influencia. Mas nem sempre sua influencia sobre eles é boa, pois Merlí  apesar de adulto leva a  vida de uma maneira um tanto quanto inconsequente o que garante boas confusões durante as três temporadas.
O personagem chega a  fazer criticas quanto a política, a educação ortodoxa de alguns pais e há  falta de atenção de outros, entre outros pontos  sociais  que estão  inerentes ao papel  da construção  educacional, tal como  o papel da escola em relação  ao  combate do bullying  e a liberdade sexual. 
Sobre tudo a importância de formação de cidadãos críticos  com opiniões próprias (ou seja seres capazes de não sucumbir a massa)  é  o que se destaca nesta série. 
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O ponto baixo da série com certeza  é o exagero das cenas de sexo (sendo estas demasiadamente exploradas, e em quase todos os episódios), e a forçação de pares entre personagens que claramente não teriam nenhuma ligação afetiva, o que acaba por tornar estes ”romances” fantasiosos demais e chatos. 
O FIM  – O fim  é  lindo, porém triste, e com certeza   cumpre o principal proposito  da série   que é   fazer o expectador pensar  sobre qual seria A MELHOR maneira de levar sua vida!

Assistam e me digam o que acharam !

 

Antes dos 30: Na beirada dos vinte e sete e já me sentindo um personagem de 42 do Ben Stiller

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Tinjo o cabelo desde os onze anos, pois gosto da sensação de mudança. Mudava sempre e  por qualquer motivo, mas na maioria das vezes sem razão sensata alguma. Hoje em dia tinjo de preto e apenas de preto, para disfarçar os fios brancos que começaram a nascer cedo, se multiplicaram, e agora são muitos. 
Minha postura já não é a mesma, o que me deixa com dor nas costas com certa facilidade.
Surgiu uma barriguinha que nunca esteve aqui.
Esses dias depois do almoço mordi uma bala (que me lembra da infância), e meu dente cariado quebrou, não deu outra, tive que arrancar o que restava dele.
Agora aqui estou eu, escrevendo  sobre  os três anos antes dos trinta/como é se sentir um tanto quanto velha (em relação a como me sentia antes), e claro estou usando óculos por conta da miopia, sendo cautelosa pra não me mover tanto a ponto de desatar os pontos na gengiva. 
Assisti esses dias no Netflix a uma comédia bobinha do Ben Stiller, cujo o titulo  era  ENQUANTO SOMOS JOVENS.
No filme: Josh Srebnick (Ben Stiller)  é casado com Cornelia (Naomi Watts) a alguns anos, vivendo uma vida sem muitas surpresas, e um tanto quanto chata. Mas ao conhecerem um casal  na faixa dos vinte e cinco começam a comparar sua vida a deles, e assim acabam por perceber  o quanto envelheceram, e sobre tudo o quanto poderiam ainda sim serem como os jovens em relação a acertas coisas. 

O louco é que assisti ao filme, me identificando mas com a crise  de idade do Ben Stiller do com os personagens jovens. 
E veja a ironia, logo eu apaixonada por mudanças desde criança, agora com receio de uma mudança natural e inevitável. 
Daqui treze dias completo vinte  e sete anos, e embora esteja vivendo a melhor fase da minha vida até aqui, e me considere mais segura e madura em relação a antes, mas ainda longe de ser o suficiente!  eu me pego tendo medo de não me reconhecer numa mulher de trinta.
Logo eu que li Balzac aos quatorze temendo agora me perder de mim…
E se eu não me reconhecer mais nas músicas que hoje ainda fazem sentido?
E se passar a temer arriscar? 
E se algo aqui nunca maios for o mesmo?
E se fizer planos e mais planos e …
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Eu vou ter essas palavras, e me lembrar de como era  ter medo do que não deveria temer.

Os erros e acertos na busca pelo amor : Love Me

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Eu baixei Love Me no Netflix, e esqueci que o mesmo estava no meu celular. Até que em um daqueles momentos chatos do dia, onde  se fica horas esperando para ser atendido (afim de resolver as burocracias da vida), eu o assisti finalmente!
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 Love Me (cujo o titulo original é Liebe Mich ) é um filme alemão de 2015, que conta  a estoria da  jovem Sarah (Lilli Meinhardt) que apesar dos ares de  adolescente já é uma mulher. E mesmo  um  tanto quanto  rebelde, provocativa, rude e demasiadamente franca, Sarah tem um coração sensível, e por mais que lute para esconder seus sentimentos e sua carência, ela apenas os torna mais evidentes.

Tentando passar a imagem de uma pessoa invencível, Sarah se esforça para esconder sua solidão e  suas angustias. Seja  pelo medo de não encontrar o amor ou de fracassar na área que deseja trabalhar, a personagem  revela medos que todos ou pelo menos a maioria de nós possuí e  também tenta esconder!

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No começo do filme vemos Sarah em uma cena romântica, com um rapaz com quem supostamente namora. Mas não demora muito para que ele deixe claro de que tudo se trata apenas de sexo e momentos. É então que Sarah durante uma briga, joga seu notebook pela janela.Desesperada, por ter estragado sua ferramenta de trabalho, o leva para um técnico. E logo percebe que este é apenas um recepcionista e não pode ajuda-la.  Corre para pedir a ajuda de seu pai o qual se nega a ajuda-la. 
A partir daí o filme nos leva ver uma sucessão de erros da personagem bastante humana, que se apaixona rápido, se vinga, provoca a madrasta, e  chega a amadurecer tanto a ponto de encontrar formas de lidar com o fracasso, e até mesmo pedir desculpas. 

Assim como outros filmes alemães que já existi, este também carrega uma naturalidade, que o torna demasiadamente interessante sem  se afastar da simplicidade/ e do que é mais real/ possível     diferente da maioria dos filmes. Recomendo!
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Expresso do Amanhã, distrações  e alguns  dos meus piores micos

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Antes de contar á vocês  o fato bizarro de hoje, vale lembrar que mergulho  em filmes, séries  e livros. Mas principalmente em filmes! Sou uma pessoa totalmente visual, tanto em relação  ao que diz respeito a aprendizado como para entretenimento. 

Dito isto, acredito que todas nós  mulheres,  concordamos que  o Chris Evans   tem uma dessas belezas únicas, capazes de  nos arrebatar para outra dimensão.

Ou talvez seja apenas eu com essa paixonite platônica  pelo loiro (duvido muito!), mas o caso é  que  hoje  estava assistindo EXPRESSO DO AMANHÃ, um filme que traz o galã  como protagonista, afim de ter ânimo  para enfrentar a segundona. Mas  ter começado a assistir  o filme estando dentro do metrô a caminho  do trabalho foi uma péssima escolha, uma vez que tentando não  surtar com a péssima  história  da humanidade ou o que resta dela em um expresso percorrendo  a terra toda congelada, eu acabei ficando presa dentro do metrô, literalmente!

Eu estava tão “presa” a um dos piores filmes que já  vi na vida, que  acabei ficando presa justamente  dentro de um trem (uma das piores ironias da minha vida nestes vinte e seis anos de existência!), onde não  havia nem ricos, nem pobres (Como no péssimo  longa do diretor Joon-Ho Bong) nada de Chris Evans, apenas eu sozinha enquanto o trem ia para  o que deveria ser as garagens dos trens, e eu finalmente deixava assim  EXPRESSO DO AMANHÃ de lado e me preocupava com a vida real. 

Eu via paredes  cinzas dos dois  lados das janelas, enquanto o trem ia rapidamente sabe se lá  para onde, até  que finalmente o metrô  parou, as luzes se apagaram e um pânico tomou conta de mim, minhas mãos e os pés  temiam feito  cara verde. Eu pensei em ligar para o meu namorado  ( que com certeza iria rir muito da situação) , mas a verdade é  que não  era se quer  capaz de  segurar  o celular. No momento eu não  pensei em pressionar  o botão  de emergência, não  pensei em gritar e pedir ajuda apenas tremia, andando de um lado para o outro no vagão  vazio. 

Fico imaginando o quanto a cena   não  deve ter causado  milhares de risos a quem me via  pelas câmeras.

O trem finalmente parou, as luzes, o relógio e a TV do trem se apagaram e fim do filme.

Eu morri .

E de repente um solavanco, tudo foi religado, o trem voltou a andar, logo estava  em uma estação  que desconhecia  qual era, e enquanto  muitas pessoas  tentavam  entrar  no trem eu tentava  sair. 

Finalmente descobri onde estava, estação  Palmeiras Barra Funda * linha vermelha do metrô. 

Estava viva outra vez.

PRINT DA TELA DO MEU CEL. (SIM EU NÃO TERMINEI DE ASSISTIR O FILME, NEM PRETENDO, ESTOU TRAUMATIZADA

A situação  me lembrou um caso  parecido em que estava na lotação, assistindo um episódio  de uma série  quando de repente  o motorista bateu  o dedo na tela do meu celular afim de me desperta para o mundo real.

Já havia chegado ao  terminal ( por sorte para onde pretendia exatamente ir )  pessoas aguardavam que eu saísse para entrar na lotação/ micro-ônibus. O motorista  me olhou furioso pois eu se quer  havia passado  o bilhete na catraca, estava ainda  nos bancos da frente pra  acabar de matar. E o que eu fiz? Agarrei  minha mochila e são correndo pela porta da frente… só  depois de recuperar o fôlego  e a sanidade me caiu a ficha de que havia saído sem pagar a passagem.

Presumo que este motorista deva me amar, e sou grata as Gilmore Girls pela desventura

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Apesar de engraçadas, situações como estas, podem resultar em algo perigoso (Por exemplo o fato de que estava começando a passar mau no metro hoje). Por tanto adeus Net Flix durante as viagens! 
Como diz meu pai assistir no celular usando fones, nos deixa cegos e surdos para o que esta a nossa volta, fica a dica!

A apelação mais do que sensacionalista do Netflix : Thirteen Reasons Why

A série sensação do momento  Thirteen Reasons Why é uma adaptação do  livro de mesmo titulo, que  fora publicado  em 2007, cujo autor é  Jay Asher.
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Nunca li o livro ( não perderia meu tempo! ), já perdi tempo demais assistindo a série. Mas faço questão de registrar aqui minha enorme repulsa pela mesma! 
Não vou me estender aqui sobre o blá blá que a sinopse dessa série apresenta, pois acredito que a maioria já tenha visto o bastante sobre, ou talvez assistido ao menos um episódio, mas é importante que este  post seja lido, pois essa série pode sim ser prejudicial …
Eis aqui meus 13 motivos para acha-la tão inútil  (okay na verdade apenas resumi meus mais de 13 motivos em três razões serias de porque detestei a série)! Mas antes, atenção nas palavras em vermelho :
O tema bullying é  sim um tema sério, merece sim ser abordado e tratado, abuso físico e psicológico pode sim causar depressão, e depressão pode  realmente levar ao suicídio.  Mas o que a  produção da Netflix fez foi apelar para o tema, fazendo com que se acreditasse que esta é uma série  para o publico adolescente, por abordar um tema infelizmente tão comum na fase escolar. 
Porém, na verdade essa série é adulta ( aborda violência, estrupo … morte!) ! Mas é claro que a Netflix precisa agradar a maioria dos seus espectadores, ou seja os jovens, e as garotinhas fãs de Selena Gomes (produtora da  série)! Por isso a série traz rostinhos bonitos e um estilo bem clichê adolescente,  onde a novata se apaixona pelo vampiro, ops! quer dizer pelo cara mala jogador do time da escola (que obviamente só quer transar com toda e qualquer garota, o que significa que logicamente a quer também *caso não esteja claro!)
A porcaria da série não irá apresentar soluções para os adolescentes que sofrem algum tipo de abuso, ela não oferece opções, não diz ” Fale com um adulto, ele pode ajudar! ” , pelo contrário ela diz ” É provável que seu conselheiro diga Siga em frente depois que você falar com ele sobre seu abuso, então nem conte a ele, seja rápida corte os pulsos!  O que você tem a perder amigos falsos, abusos ? Sua merda de vida? Vamos exaltar a morte, pois ela meninos (as)  é a única solução ! ”
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Motivo de inutilidade número 1 :   LANÇAR A CULPA SOBRE OS OUTROS

Como devem saber   a série  se inicia com Clay Jensen encontrando as fitas de Hanna Baker, onde a mesma irá contar a todos nós porque resolveu partir. Hanna faz isso de maneira bastante organizada, numera as fitas de 1 a 13, coloca Tony Padilla para ser uma espécie de guardião das mesmas, para se certificar de que todos saibam o que fizeram a ela ! 
Devem todos pagar?! Devem todos sofrer ?! Devem todos cortar os pulsos como ela ( e Alex) fizeram ?
Por que Hanna deixa as fitas ?
Sua preocupação não são seus pais, sua melhor amiga que se mudou de cidade ou qualquer outra pessoa, Hanna quer se eximir da culpa, quer  apontar o erro, ou falha de cada um para com ela, ela não se vê como culpada por ter feito escolhas ruins, ela apenas diz ” você falhou comigo, e é por sua CULPA que eu enfiei a navalha nos pulsos! ”
 Hanna é uma personagem jovem , e jovens costumam serem assim, impulsivos, péssimos em fazer escolhas,  suscetíveis a depressão quando tudo esta difícil, certo? 
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No momento em que se nota que a personagem da aos outros o poder de seu bem estar, parece justo que ela culpe os outros pela maneira como  é tratada. 
Mas quando ela pode fazer algo por si mesma o que ela faz? Ela desiste!  Ela entra numa banheira e corta os pulsos, e que se dane pai e mãe, o Clay,  e até mesmo sua melhor amiga  que se mudou, que se dane a vida !  
Muitos podem discordar de mim, mas eu não creio que a personagem pareça uma pessoa com depressão, ao longo da série vemos que Hanna  tem facilidade em fazer amigos,  é bonita, tem um emprego, chama a atenção dos garotos, inclusive de Clay que se apaixona realmente por ela.
Mas o que  sai errado?  Tudo começa com seu interesse por Justin Foley, e o que seria seu primeiro beijo acaba por se tornar  o inicio dos abusos que viria a sofrer. 
E então nos enquanto assistimos também culpamos Justin Folley por ser um abusador nojento, culpamos Jess/Jessica Davis por ser uma péssima amiga, Alex Standall pela lista quente, Zach Dempsey e  todos os demais por suas horríveis falhas. E somos levados a não culpar Hanna (pobre Hanna uma inocente suicida)! 
E então  acontece o estrupo da Jess ( o qual Hanna assiste, sem fazer nada é claro !), e depois acontece o estrupo com a própria e já fragilizada Hanna , o que torna a personagem ainda mais vitimizada, e  dessa vez por um motivo mais devastador.
As treze fitas, os treze motivos de Hanna, são sobre as atitudes de outras pessoas, logo para ela a culpa é do outro e somente do outro. Hanna vai mergulhando pouco a pouco na depressão, porque entrega o controle de sua vida aos seus abusadores, logo já não é mais tão fácil fazer amigos, nem mesmo o conselheiro da escola a ajuda, e então a solução parece  obvia ” se mate!
Para mim é inútil uma série que mostre ao jovem o que pode leva-lo ao suicídio, infelizmente é comum jovens  terem pensamentos suicidas hoje em dia, eles sabem muito bem o que os levam a te-los. Eles podem até se identificar com Hanna, e eu temo que se identifiquem com uma personagem tão fraca, tão pouco dona de si e de suas ações.  Vivemos sim , numa sociedade cheia de abusadores, ocorre abuso de crianças e jovens nos lares, nas escolhas, no trabalho, mas eles precisam aprender a lidar com isso evitando ao máximo se colocarem em risco, e a sempre buscarem ajuda, e compreender que  o ato de dor ao qual foram submetidos é sim culpa do outro, porém será somente culpa deles ( somente deles ) darem cabo da própria vida, se nem se quer tentarem realmente lutar pela vida.
Há quem diga que Hanna queria deixar uma lição através das fitas, mais  como a maioria de seus abusadores se sentiram perante elas?

  • Pouco culpados (ironicamente já que Hanna quis o tempo todo deixar claro a culpa e participação de cada um deles em sua decisão pelo suicídio!) , seguem com suas vidas, suas festas e jogos de basket, e o que vemos apenas é o mártir pelo medo de serem descobertos! Hanna deixa o Clay com o coração  tragicamente partido, colabora para o suicídio de Alex, arrasa seus pais  para sempre (que nem se quer tiveram a chance de ajuda-la!) 

Motivo de inutilidade número 2  :   Romancear o suicídio

Já temos músicas, filmes e outras séries que se apoiam sobre a depressão (ou que levam a agravar a  depressão), queremos nos divertir um pouco  através do Netflix, mas se for para assistir algo  que aborde assuntos sérios como abusos e suicídio, que isso por favor não  seja romanceado!  Porque o drama real   da depressão/abusos/suicídio não pode ser mensurado por uma série tão ridícula, que coloca foco nos pontos errados, e leva o adolescente suicida a parecer apenas alguém sem nenhuma escolha.
                                        Motivo de inutilidade número 3  :   Personagens Estereotipados
Não bastasse toda a apelação  em torno do tema ( que sempre causa na mídia e internet ), a série precisou realmente apelar para os esterótipos dos filmes  americanos sobre os adolescentes. Eu poderia falar aqui  sobre o qual inútil é a construção medíocre de cada personagem vazio, mas acho que qualquer um que tenha o minimo de percepção notou isso!
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Lição da série : Morrer parece ser  bem mais fácil do que evitar ser idiota, ou evitar  idiotas!
A série não nos mostra  que através da tortura que Hanna tentou provocar em seus abusadores com as fitas, eles tenham realmente aprendido algo, ou  deixado  de serem cruéis nos pontos em que a fizeram sofrer. Os personagens apenas seguem com suas vidas, deixando claro aos que sofrem os abusos  na vida real, que  se matar não levará ninguém a mudar, e que seu sofrimento mesmo que explicado através de um bilhete ou gravação é inútil, porque  tudo  permanece o mesmo ou pior …porque existem muitas outras vitimas para fazerem o papel de Hanna. 
Os personagens não sofrem , eles  apenas temem serem descobertos, Alex que se  sensibiliza demais com tudo se mata ( por culpa? ) …  ou para que tenha mais temporadas?  ( Pois quem sabe na Segunda Temporada alguém além de Clay e os pais de Hanna se sensibilizem realmente com a alguns dos  temas tão explorados) . 
A série não ajuda a tratar o bullyng ou o abuso ( seja ele físico ou emocional) , a série é ridícula, exalta a dor, a depressão e morte/suicídio  da personagem… nos leva no máximo a pensar que  já fomos ( ou somos ) vitimas , ou ”abusadores” de alguma maneira.
Não ensina os jovens a lidarem o tema, a pedirem ajuda,  ou mesmo a não serem os causadores de tanta dor para com seus conhecidos.

A série só diz  da maneira mais romanceada possível ” Hanna se matou ”.