Testemunha

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Lembro me agora, com certo esforço confesso, que a lua aquele dia estava posta  no céu sem muito esplendor. Isso porque irradiávamos maior luz.
Não sei ao certo agora, pois só há fragmentos estranhos dessa memória particular em mim, mas creio que não  estava frio, e nem quente demais.   No entanto me lembro bem que ardíamos… congelados pelo medo de calar o sentimento evidente.  E isso  é tudo que sei sobre aquela noite. É tudo o que sei  sobre o que somos, ou eramos.
Qualquer coisa sem importância   grita a lua agora, em vão, enquanto amaldiçoamos os versos de  amor  deteriorados pelo tempo.
Já se foi aquela  noite, e mais seiscentas depois dela.
Já  se foi  também quem eramos,  e o único mau agora é a lua, pois esta ainda existe pra nos lembrar  aquela noite.
Feche então os olhos, tape os ouvidos e tente não ouvi-la, ignore a lua e o que ela nos diz.
Ela é a única testemunha que resta, e se não for ouvida, não  seremos tão  culpados assim.

Leitura leve: Estamos Bem de Nina LaCour

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Eu estava na livraria Nobel comprando o livro Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes quando me deparei com a linda arte de capa de  Estamos Bem, da escritora Nina LaCour. Dei uma lida rápida na contra capa e resolvi levar.
Li o livro em menos de quatro dias, entre idas e vindas de ônibus. Achei a leitura bem tranquila, é um livro gostoso de ler (compreenda isto como UM LIVRO QUE NÃO CANSA! e que pelo contrário, mesmo escrito de maneira simples instiga a prosseguir com a leitura).
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O livro é escrito em primeira pessoa, e nos leva a um mergulho na solitária vida  Marin, uma jovem  órfã que morava com seu avô na Califórnia (até que este também morre).
A história é marcada por alguns acontecimentos, entre eles o romance lésbico entre Mari e sua melhor amiga, o que não ocupa muita parte do texto, mas que serve para mostrar a carência e até mesmo sensibilidade da jovem personagem com relação a afeição.
Em suma é um livro sobre a dor da perda e  como essa pode nos afetar.
Gostei de como foi escrito ( principalmente da cronologia  que tornou a leitura leve), houve muita sensibilidade na abordagem da solidão e  perda, de modo que não fez soar exagerado ou melodramático. Nos mostra que a vida sempre irá nos surpreender, de maneiras boas e ruins, mas apesar de ambas tudo muda outra vez… e nos sobrevivemos!
 91EdSzm72nLAutor: Nina LaCour
Gênero: Romance contemporâneo

Antes dos 30: Na beirada dos vinte e sete e já me sentindo um personagem de 42 do Ben Stiller

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Tinjo o cabelo desde os onze anos, pois gosto da sensação de mudança. Mudava sempre e  por qualquer motivo, mas na maioria das vezes sem razão sensata alguma. Hoje em dia tinjo de preto e apenas de preto, para disfarçar os fios brancos que começaram a nascer cedo, se multiplicaram, e agora são muitos. 
Minha postura já não é a mesma, o que me deixa com dor nas costas com certa facilidade.
Surgiu uma barriguinha que nunca esteve aqui.
Esses dias depois do almoço mordi uma bala (que me lembra da infância), e meu dente cariado quebrou, não deu outra, tive que arrancar o que restava dele.
Agora aqui estou eu, escrevendo  sobre  os três anos antes dos trinta/como é se sentir um tanto quanto velha (em relação a como me sentia antes), e claro estou usando óculos por conta da miopia, sendo cautelosa pra não me mover tanto a ponto de desatar os pontos na gengiva. 
Assisti esses dias no Netflix a uma comédia bobinha do Ben Stiller, cujo o titulo  era  ENQUANTO SOMOS JOVENS.
No filme: Josh Srebnick (Ben Stiller)  é casado com Cornelia (Naomi Watts) a alguns anos, vivendo uma vida sem muitas surpresas, e um tanto quanto chata. Mas ao conhecerem um casal  na faixa dos vinte e cinco começam a comparar sua vida a deles, e assim acabam por perceber  o quanto envelheceram, e sobre tudo o quanto poderiam ainda sim serem como os jovens em relação a acertas coisas. 

O louco é que assisti ao filme, me identificando mas com a crise  de idade do Ben Stiller do com os personagens jovens. 
E veja a ironia, logo eu apaixonada por mudanças desde criança, agora com receio de uma mudança natural e inevitável. 
Daqui treze dias completo vinte  e sete anos, e embora esteja vivendo a melhor fase da minha vida até aqui, e me considere mais segura e madura em relação a antes, mas ainda longe de ser o suficiente!  eu me pego tendo medo de não me reconhecer numa mulher de trinta.
Logo eu que li Balzac aos quatorze temendo agora me perder de mim…
E se eu não me reconhecer mais nas músicas que hoje ainda fazem sentido?
E se passar a temer arriscar? 
E se algo aqui nunca maios for o mesmo?
E se fizer planos e mais planos e …
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Eu vou ter essas palavras, e me lembrar de como era  ter medo do que não deveria temer.

Soneto da vida difícil

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Não houve favoritismo algum, foi preciso acordar cedo e dar a cara a tapa
Foi preciso um coração de aço e joelhos capazes de suportar milhas e milhas
Foi preciso ler os sinais e os bons autores além da contra capa
Não houve lugar por onde não vagasse sua alma, na imensidão sonora de trilhas
Era preciso que fosse poeta, mulher, amante e aprendiz
Fora tudo e muito mais que se possa crer existir
Era no eu lírico uma multidão morando numa única cicatriz
Fora divina, rainha e imperatriz numa só vida regada á mártir
Não há quem não a sentisse penetrar a alma
Foi refém da própria falta de calma
Era insólita, imatura e neurótica
Era a encarnação de uma cronica em cada defeito que possuía
Era estranho vê-la partir de mala e cuia
Quase sempre sem rumo, acabava no destino certo de uma viagem caótica
 

A magia da disciplina em O Caminho do Guerreiro Pacífico (filme, resenha do livro e dica de quadrinho)

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Hoje eu vim recomendar, um dos livros mais significativos que já li na vida, se trata do best-seller O CAMINHO DO GUERREIRO PACÍFICO
O livro na época de sua edição vendeu cerca de 25.000 exemplares no Brasil, quantidade que considero pouca, diante das  importantes reflexões que o livro proporciona a seus leitores no mundo todo.  Traduzido em vinte idiomas, e até hoje fazendo workshops e seminários  Dan Millman é um desses autores difíceis de ignorar!

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Dan Millman é um escritor norte-americano que já publicou 13 livros em um estilo auto-ajuda místico. O mais famoso dos seus livros é “O Caminho do Guerreiro Pacífico”, uma espécie de semi-autobiografia, no qual o autor relata desde a sua vida como jovem ginasta que se preparava para as Olimpíadas, até o seu encontro com o mestre Sócrates, que vai lhe transmitir ensinamentos de transformação interior, que muito tem da filosofia budista.

Vamos a minha historinha com livro :  Era final do ano de 2015 quando acabará de sair de um relacionamento,   e para compor ainda mais minha fase fossa, eu também estava desemprega e doente, pois havia sido diagnosticada com anemia profunda.  Não conseguia sair de casa, então  entre muitos bifes de figado e saladas de beterraba eu assistia a muitos filmes na internet para me distrair, foi então que através do Youtube  que conheci o filme traduzido aqui no Brasil como  Poder Além da Vida  (Título orginal : Peaceful Warrior)
Ter assistido a este filme tão motivante, justamente naquela época foi algo muito importante pois me ajudou muito. Não demorou muito para que eu fosse atrás de descobrir tudo sobre o mesmo, que apesar das alegorias, é baseado na história real de   Dan Millman, que além de escritor (com mais de dez livros publicados) hoje em dia também atua como palestrante disseminando ainda mais a filosofia do Guerreiro Pacífico  
Embora tenha comprado o livro no ano passado, e devorado o mesmo em poucas horas, eu resolvi o reler nos últimos cinco dias com mais calma, para fazer uma resenha por aqui.  Clique aqui para assistir ao filme. 

Sobre Dan Millman

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Como livro é dividido:IMG_f8095a2dbec62526e7680eda6b2da2a0Slide de alguns dos meus  trechos favoritos: 

RESENHA DO LIVRO IMG_b9683d9966b0adc6b9507003775a02b5.jpg

O livro  se inicia com a entrada de Dan na Universidade, e é justamente durante esse período  como estudante, que o jovem passa a ter pesadelos terríveis com a morte, e caminha para depressão. 
Até que certa vez ,após acordar de um pesadelo, vai até a loja de conveniência de um posto de gasolina próximo a Universidade, e lá se depara com um senhor identifico ao que estará em seu horripilante sonho. Tornando a situação ainda mais enigmática, instantes depois de Dan o ver sentado,  se vira para trás e nota que o  senhor está no teto da loja. Atordoado  o questiona sobre o truque, mas o senhor permanece quieto. 
Seus pesadelos se tornam ainda mais terríveis e frequentes, então Dan decide voltar ao posto de gasolina para obter respostas,  tanto sobre o por que daquele homem fazer parte de seus pesadelos (e por se sentir de algum modo ligado a ele) , e claro, também  para descobrir como o mesmo subiu tão rapidamente ao telhado. E assim nasce uma estranha amizade, entre aprendiz e mestre.
O senhor sábio de aparentes poderes misticos e  respostas filosóficas,  é chamado por Dan de Sócrates, e passa no decorrer de todo livro frases bastante significativas, chegando até a fazer menção de muitas narrativas de cunho filosófico. 
Sócrates encaminha Dan para vida de guerreiro, enquanto o mesmo acaba sendo passado ao pelo leitor, que também é levado a rever seu estilo de vida e seus sonhos.

PONTOS IMPORTANTES DA NARRATIVA 

O medo que Dan possuí da morte
A maioria dos pesadelos do personagem  está relacionado a morte. E esse é um ponto bastante abordado no livro, pois diferente de Dan, Sócrates não teme a morte e o alerta dizendo que ”A morte não é triste. O triste é que a maioria das pessoas não vive.
Durante o livro, situações levam tanto Dan quanto Sócrates a  flertarem com a morte, o que torna o tema ainda mais  expressividade no livro.
O medo do fracasso
Seja como ginasta, seja no amor, ou na vida como um todo, Dan como maioria de nós teme o fracasso, e por isso vive correndo atrás do sucesso. E mesmo se deprimindo e ficando cada vez  mais frustrado, custa-lhe muito perceber que a ” A jornada é o que nos traz a felicidade, não o destino”
Neste ponto Dan é levado a se questionar sobre o porque por trás de suas ações, e encontra assim respostas que o levaram a perguntas ainda mais complexas sobre sua existência.
A ansiedade – A dificuldade do personagem de viver no presente
Outro ponto onde fica  fácil se identificar com Dan, é em relação a sua dificuldade de viver O AQUI, O AGORA. Não é atoa que da um demasiado trabalho a Sócrates ensinar a ele esta lição!
A falta de autocontrole   x   A disciplina de um guerreiro
De irritadiço, esfomeado, falante e  triste,  Dan trilha o caminho do Guerreiro Pacífico rumo uma mudança  radical de vida. A qual se fundamenta nas 3 Regras, que são:
PARADOXO
A vida é um mistério. Não perca tempo tentando entendê-la.
HUMOR
Tenha senso de humor. Especialmente sobre si mesmo. É a força por trás de toda atitude.
MUDANÇA
Nada permanece o mesmo.
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Enfim, chega de resenha. e bora mergulhar  de cabeça nessa obra incrível de Dan Millman que rendeu o filme citado no inicio do post, e também uma bela história em quadrinhos,  com ilustrações de Andrew Winegarner. 
 

O Livro, com certeza é a maneira mais profunda de conhecer essa linda história e aprender com as experiencias reais de Dan, mas sim, carrega um dose extra de misticismo e alegorias.
O Quadrinho, por sua vez condensa muito bem o fundamental da história, mas talvez por não ser muito meu estilo, não creio que seja tão expressivo quanto o livro. Já meu namorado que curte quadrinhos, considera  que as ilustrações de Winegarner foram mais eficazes do que o longa quanto a transmitir as mensagens que Millman destaca no livro.
Quanto AO FILME, embora tenha sido meu primeiro e significativo  contato com a história de Dan, confesso que quando comparado ao livro ou mesmo aos quadrinhos, acaba sendo a  versão mais rasa, pois no longa  dirigido por Victor Salva não existe os ares de fabula e misticismo presente nas narrativas, o que acaba por  ter retirado da história partes bem interessantes.
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PS: TANTO O LIVRO QUANDO O QUADRINHO FORAM LANÇADOS AQUI NO BRASIL, PELA EDITORA: PENSAMENTO.

Registros da infância: Casa 12

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Eis aqui outro livrinho precioso encontrado em uma feirinha!

Dessa vez o que me arrebatou foi a capa (e em seguida,  após umas foliadas)  toda sua diagramação.  Que é toda delicada, e mescla entre pequenos textos, recortes de fotos em preto e branco, ilustrações e títulos com letras desenhadas em laranja.  <3

Mas  Casa 12 é mais do que um livro bonito, nele a autora  Leticia Constant relata as lembranças de sua infância, do ponto de vista da menina que  era na São Paulo do final dos anos 50, morando com sua família  na rua Pamplona. 

CASA_12_1316579148BCom a perspectiva de menina, Leticia resgatou de uma maneira inocente e poética as memorias da infância que vão desdes bons momentos com a família em ferias,  até acontecimentos como o assassinato ao presidente Kennedy,  a morte de seu cachorro, a perca de seu avô,   sua mudança do bairro que tanto gostava, entre  outras lembranças pessoais marcantes,  e fatos que chocaram o Brasil e o mundo no fim dos anos cinquenta.   

A escrita parece soar cantada ao ser lida, hora o livro te emociona, hora te faz rir… E mesmo não tendo vivido naquela época, o livro evocou  minha ” época de infância“. 
É difícil o ler e não ser guiado a um tempo onde a poesia estava no simples fato de existir…  Sendo criança! 
Achei muito interessante a maneira como o livro resgata, aquela sensação  de quando somos crianças, onde para nós tudo era um  mistério,sobretudo  o que os pais/adultos no geral pensavam, ou mesmo o porque do que diziam ou das decisões que tomavam. Aí crescemos e passamos a ”entender” e praticar tudo aquilo, neste ponto vejo que de uma maneira leve o livro também nos leva a refletir sobre o adulto que nos tornamos. 
 
Super recomendado! 

Páginas: 112
Selo: Cia das Letras

 

Poesias Excelentes: O tempo e as Estrelas

IMG_744f6a3f9b928cb07067024b48abc1d2Eu encontrei  em uma feirinha de livros, este livro lindo chamado O tempo e as estrelas (Editora TALENTOS DA LITERATURA BRASILEIRA), que  é o segundo livro de poesias do poeta Allison  Diego. 

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Blog do ator : http://alissondiego.blogspot.com.br/

Me identifiquei bastante também com o fato do autor ter participado de um dos Concursos que costumo participar.

Os temas que aborda neste apanhado de 33 poemas acompanhado de ilustrações de Francisco Rivero são : A POESIA, O AMOR, A EXISTÊNCIA E MINAS GERAIS.

A orelha do livro, traz um comentário de Vilma Guimarães sobre a poesia do autor: 

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Seguindo a linha de Bandeira e Drummond, Alisson fala de amor, cotidiano  e a significância da existência de maneira simples mais genial. Em seu pequeno livro, podemos ver mesmo através de pequenos versos a expressão intensa de suas frases.
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Segue aqui, dois do meus poemas favoritos do livro: 

É A VOZ DO PROFETA POPULAR

EM VERTIGINOSA SENTENÇA:

”TUDO É PÓ”

A VIDA É PÓ

A POLÍTICA É PÓ

PÓ DE MINÉRIO: POLUÍ

LEITE EM PÓ: DILUI

O HOMEM VEIO DO PÓ

O VENTO LEVA O PÓ

TUDO É PÓ

E O QUE NÃO É PÓ HOJE 

PÓ TORNAR-SE-Á UM DIA

 

Desafio

É PRECISO UM GRANDE DESAFIO

ALGO QUE FAÇA TREMER AS PERNAS

E TRAGA SUSPIROS E INQUIETAÇÕES

UM DESAFIO MAIOR

QUE A MAIORIA NÃO ALMEJE POR MEDO

UM AMOR MALDITO

UMA GUERRA SEM SENTIDO

UM DESAFIO  METAFISICAMENTE CALCULADO

PREOCUPANTEMENTE INCERTO

REALISTICAMENTE IMPOSSÍVEL.

RECOMENDO!

 
 

Meu primeiro BuJo (Parte 1)

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De certa forma  desde  muito pequena (com isto compreenda muito jovem rs!) eu já fazia algo parecido com o famoso Bullet Journal também chamado de BuJo. Eram uma espécie de diários com desenhos, recortes  ou mesmo fotos coladas, e até havia certas listas e planejamento de coisas para fazer no dia-a-dia /mês ou ano neles. 
Mas quem organizou tudo isto e de um nome a esses cadernos tão especiais, foi  o designer digital  Ryder Carroll que vive no Brooklyn, NY.
Este ano decidi aderir aos queridinhos do Pinterest e do  Tumblr. Mas confesso não estar seguindo as  regrinhas básicas do BuJo, que seria fazer calendários ou mesmo índices.

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Caderno  sem pauta que ganhei do meu namorado e estou usando para o Bullet Journal

Eu assisti a algumas semanas atrás  a este video AQUI, do canal IlustradaMente o qual  nos incentiva a fazer uma espécie de diário que consiste ter um espaço para escrever no inicio do dia e outro para  noite, no espaço para se escrever no dia devemos escrever pelo menos três coisas pelas quais devemos ser gratos (Pra já começar o dia de pé direito, sendo feliz com o que possuímos!) , depois fazer três afirmações positivas sobre si mesmo (Algo do tipo: EU POSSO, EU CONSIGO, para espantar o negativismo e qualquer pensamento de inferioridade em relação aos desafios pessoais/diários). Já  para o espaço da noite a ideia é fazer uma auto avaliação e ver o que poderia ter tornado o dia melhor (de modo a avaliar o próprio comportamento/ desempenho profissional etc). 
Enfim, eu achei a ideia muito legal,  e depois de assistir a essa pregação AQUI do Tiago Brunet na qual se aborda a importância do planejamento da vida espiritual, emocional e financeira (além de destacar a importância no foco dos objetivos sem se desviar para possíveis propostas no decorrer do ano). Juntei tudo e fiz o meu próprio e insólito Bullet Journal,  que claro, também uso para planejar minhas tarefas diárias, metas mensais e listas. 
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Através do BuJo estou treinando o lettering,  que é resumidamente, a arte de desenhar letras. E também estou pegando gosto por fazer doodles.
Doodle é uma palavra inglesa para referir um tipo de esboço ou desenho realizado ao acaso, quando uma pessoa está distraída ou ocupada. Massss que ganham próposito nos BuJos. Servem por exemplo para dar destaque a uma data especial , ou mesmo decorar as páginas. 
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Doodles que eu fiz.

Meu BuJo está bem no comecinho, então tá tudo bem misturado, bem colorido, e cheio de desenhos e fotos. Mas acho que com o tempo vou organiza-lo melhor, e mostro por aqui, sobre tudo se ele esta me ajudando a organizar o dia/ a vida rs!

Os erros e acertos na busca pelo amor : Love Me

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Eu baixei Love Me no Netflix, e esqueci que o mesmo estava no meu celular. Até que em um daqueles momentos chatos do dia, onde  se fica horas esperando para ser atendido (afim de resolver as burocracias da vida), eu o assisti finalmente!
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 Love Me (cujo o titulo original é Liebe Mich ) é um filme alemão de 2015, que conta  a estoria da  jovem Sarah (Lilli Meinhardt) que apesar dos ares de  adolescente já é uma mulher. E mesmo  um  tanto quanto  rebelde, provocativa, rude e demasiadamente franca, Sarah tem um coração sensível, e por mais que lute para esconder seus sentimentos e sua carência, ela apenas os torna mais evidentes.

Tentando passar a imagem de uma pessoa invencível, Sarah se esforça para esconder sua solidão e  suas angustias. Seja  pelo medo de não encontrar o amor ou de fracassar na área que deseja trabalhar, a personagem  revela medos que todos ou pelo menos a maioria de nós possuí e  também tenta esconder!

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No começo do filme vemos Sarah em uma cena romântica, com um rapaz com quem supostamente namora. Mas não demora muito para que ele deixe claro de que tudo se trata apenas de sexo e momentos. É então que Sarah durante uma briga, joga seu notebook pela janela.Desesperada, por ter estragado sua ferramenta de trabalho, o leva para um técnico. E logo percebe que este é apenas um recepcionista e não pode ajuda-la.  Corre para pedir a ajuda de seu pai o qual se nega a ajuda-la. 
A partir daí o filme nos leva ver uma sucessão de erros da personagem bastante humana, que se apaixona rápido, se vinga, provoca a madrasta, e  chega a amadurecer tanto a ponto de encontrar formas de lidar com o fracasso, e até mesmo pedir desculpas. 

Assim como outros filmes alemães que já existi, este também carrega uma naturalidade, que o torna demasiadamente interessante sem  se afastar da simplicidade/ e do que é mais real/ possível     diferente da maioria dos filmes. Recomendo!
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