Não mais

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Eu já não crio enredos antes de dormir. E já nem sonho mais com ilusões.
Parei de alimentar os inimigos da minha alma, e meus acusadores estão morrendo de fome .
Eu já não choro mais com o soul, mas as vezes danço com o som do blues.
Parei com as esculturas de argila,e fui moldar e mudar o que precisava.

Nunca mais , emoldurei fantasias.Nem me vesti de outra pessoa.
Não sou quem era , e nem quero ser quem um dia pretendi.

Passou , tudo passa.
Deixa de existir , desaparece.

Não mais o antes , é agora.

11 thoughts on “Não mais

  1. Jaqueline, este texto me surpreendeu.
    Aos 27 muita coisa rola; altas mudanças na mente, vários pontos à nivelar, outros a reservar, vááários pra banir..
    E de repente me vem um texto como o seu, tão eu..

    A literatura tem este poder de nos conectar os nossos horizontes
    E a gente se aprende muito.

    Valeu tanto ler este seu poema, especial, ele é lindo num grau A mais.
    Cuida dele viu, é precioso, e vai valer pra sempre, vai tocar corações d uma eternidade.

    Beijo enorme.

    Diego – A ARTE LIBERTA!

    1. Diego que privilegio o meu receber um comentário desses ! Eu vivo me identificando com o que escrevem , e quando se identificam com as minhas palavras , eu ( fico sem graça ) fico feliz ! ) Vou guardar não só o poema mas também seu comentário com igual carinho . Obrigada pelas palavras !
      .
      Beijo ! P E A C E

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