#STAG : Mais do que mera coincidência

stag-aquela-historiaEu fui convidada há algumas semanas pela Lua Andrade ( do blog cadernodalua.com ) para participar da hiper criativa TAG   ” #STAG Aquela História 

A tag é  uma nova proposta original do QG, com a temática:  #AquelaHistória,  acompanhados das Startups Swonkie e Vooozer, com  curadoria da Lua na elaboração de um  e-book.

Proposta temática:  #AquelaHistória, pode ser um relato muito engraçado q, ou aquela outra história de superação onde vencemos algo que nos amedrontava, uma amizade de anos, ou até mesmo aquela história do nosso primeiro amor que estamos com ele até hoje. 
Swonkie: Você gosta de apoiar pessoas e projetos certo? E se eu te contar que o QG fez uma “parceria” com a Startup Swonkie, e o motivo de estar em aspas é que não estamos fazendo isso para que seja algo momentâneo ou que seja uma troca de divulgação, e não isso não é algo patrocinado. O QG se importa com seus blogueiros e deseja sempre que cada vez mais eles possam estar se profissionalizando sem perder a essência, por isso queremos que a Swonkie esteja na jogada, a plataforma deles gera uma maior profissionalização para seus blogs, auxiliando na construção de post, na melhoria gigante em divulgação em redes sociais de modo simultâneo. 
https://swonkie.com/ (Se tiver alguma dúvida sobre a plataforma, pode entrar em contato pelo email qgdosblogueiros@gmail.com que estaremos respondendo ou no próprio site da Swonkie, pois a Andreia está sempre a disposição)   >> LEIA MAIS em QG dos Blogueiros stag-aquelahistoria

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Agora sim, vamos a minha participação !

Mais do  que mera coincidência 

Eu já estava para contar essa história aqui desde de … Bom,desde que ela começou, mas talvez estivesse esperando que as coisas chegassem ao ponto em que chegaram.
E também devo dizer que essa tag me motivou muito a contar essa história !
Mas é claro que não posso começar a contar do ponto em que está agora,então te convido a voltar comigo há uns meses atrás… como sabem estava muito infeliz no meu trabalho, e talvez tamanha infelicidade tenha sido notada por minha superior,tanto que não demorou muito para que eu fosse demitida. Por “sorte” (graças Deus na verdade),eu consegui outro trabalho dias depois da minha desejada, porém inesperada demissão rs.
Foi assim que passei a trabalhar para um Banco X, onde auxiliava em um departamento de liberação de empréstimos, em sua maioria para clientes que faziam investimentos e etc…
Quando estava prestes a completar dois meses neste trabalho (e confesso ainda com dificuldade para desempenhar minha função) um cliente surgiu em meu caminho…ou deveria dizer eu surgi no caminho dele por ossos do ofício?
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Enfim seja lá como queira compreender … eu tive de ligar para ele afim de falar sobre o empréstimo que o Banco X lhe disponibilizou, mas algo não estava certo, por um detalhe bastante importante,o tal cliente não tinha um perfil de investidor,não tinha empréstimo disponível e definitivamente não era um dos clientes seletos para estar no departamento.
Mesmo assim tentei verificar se o erro não era meu em estar ligando naquele número de celular,mas não, não era um erro meu ,era um erro do Banco … ou talvez algo que simplesmente devesse acontecer.
O tal cliente (com uma voz linda) foi super gentil quanto ao fato de que eu estava claramente atrapalhada, o que me deixou ainda mais constrangida quanto ao que estava acontecendo.
Foi quando olhei com mais clareza sua ficha onde estavam seus dados cadastrais, e vi algo interessante ali (Que não mudava em nada o fato dele ser um cliente no departamento errado … Mas enfim foi no que me atentei naquela hora, sua data de nascimento era dia 26/02/1991 . O que isso tem de interessante?
Foi o mesmo dia em que euzinha nasci!
Suspirei e contei a ele que aquela ligação teria sido um engano, gentil o rapaz me respondeu que estava tudo bem. Notei que ele era bastante tranquilo então achei legal comentar que nascemos no mesmo dia, e mais sem noção ainda comentei também que ele possuía o nome do meu ex namorado , ele comentou algo sobre, riu e nós despedimos.
Um amigo que me auxiliou a constatar que ele não deveria estar naquele departamento me disse “Fale com ele de novo! São muitas coincidências, ele era casado? Ou se pelo menos é de São Paulo? “
Eu respondi a verdade “Não! “
Então meu amigo anotou o número dele e vimos que ele era solteiro e do Rio de Janeiro.
Guardei o papel rindo da situação e decepcionada por não poder ouvir de novo a voz dele.
Provavelmente é apenas um carioca mulherengo -pensei.
Mas naquele dia quando estava na estação de metrô fui retirar minha passagem do bolso quando o papel caiu do meu bolso, e como todos ficaram olhando pra mim com olhar de repreensão, por eu deixar o papel no chão, eu o peguei. E pensei ” por que não o adiciono no Whatsapp e vejo como é o rosto do carioca de voz bonita? ”
*** Então vi a foto ( dele segurando um copo de plástico transparente com cerveja ) *** Ele não tem mais a foto, mas se tivesse eu postaria aqui ***
Percepções imediatas: 1-Ele é mesmo um carioca. 2-Ele é gordinho.3-Ele parece ser divertido, mas creduuu … (4-) ele curte cerveja, e eu odeio cerveja!
Mas a minha curiosidade é algo que não se contenta com a superficialidade de uma foto,então resolvi dizer oi .
E então aconteceu nossa primeira conversa (que foi bastante comica e gigantesca!)
Depois disso conversamos por pelo menos umas 5 horas, e mais horas no dia seguinte. E de novo e de novo… o que me fez virar algumas noites em claro mesmo tendo trabalho e faculdade no dia seguinte.
Algo importante na nossa primeira conversa que eu estava esquecendo de mencionar é que embora ele de fato fosse carioca estava em São Paulo haviam 17 dias (e eu fui a primeira pessoa o de São Paulo com que ele fizera amizade).
 
AGORA UMA PAUSA EM MEU RELATO PARA VERSÃO DO PRÓPRIO LEONARDO !
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Oi, eu sou o Leonardo, tudo bem?

Como conheci a insólita mais linda de todo o mundo?

Bom, foi mais ou menos assim.
Faziam poucas semanas que eu havia feito minha mudança para a grande São Paulo, não conhecia nada por aqui, a cozinha não tinha mesa ainda e eu estava dormindo em um cômodo vazio, computador e malas no chão, objetos pessoais encaixotados e tentando dormir em um colchão inflável gelado (entende-se iglu de ar e de pano…).
Era uma tarde desesperançosa pois havia passado dias e não aparecia uma entrevista de emprego decente, o dinheiro só saía, e eu havia juntado muito dinheiro suado para estar ali, não queria voltar para minha cidade natal tão cedo assim, para esfriar a cabeça decidi então tocar algumas musicas na minha velha companheira ( a Life sempre me ajudou a esvaziar a cabeça).
Em uma das musicas de um anime que curto muito o telefone tocou, um número estranho me indicava que alguma pessoa aleatória de São Paulo tinha meu numero e queria falar comigo, bom, vamos então por o papo em dia.
Atendi o telefone, ouvi a voz de uma moça, que parecia simpática, para minha não tão surpresa assim o banco, estava me ligando para falar de alguma suposta oferta, ela precisava confirmar meus dados mas na hora de me perguntar minha data de nascimento ela acabou a mencionando, e depois em um susto me falou que nascemos no mesmo dia (mundo pequeno u.u), depois disso ela acabou citando que eu tinha o mesmo nome do ex-namorado dela.
Comentei: -Puxa vida, aí não né!
Ela riu, lembro que eu iria comentar algo, porem parecia que não daria tempo. Depois disso ela retornou ao assunto principal, mas não sabia que oferta era essa, pois não aparecia nada no sistema dela, ela me pediu um momento e eu disse: -Tudo bem.
Enquanto ela estava fazendo algo que eu não entendia e o silêncio estava dominando a chamada, naquele pequeno instante decidi dedilhar algo em meu violão após colocar os fones no celular, pensei no momento que deveria ser algo haver com crédito ou empréstimo, eu já estava com a fala em mente pois não poderia efetuar nenhum dos dois naquele momento.
Demorou mais um pouquinho, ela voltou a linha e me disse que deveria haver algo de errado no sistema pois não havia nenhuma oferta pra mim.
Eu pensei comigo que nem o banco queria que eu ficasse nessa cidade…
Eu respondi: -Ah, tudo bem então.
 
No final da chamada me toquei em como a moça foi simpática o tempo todo e paciente, e pensei exatamente isso: -Poxa, bem que ela poderia pegar meu número, seria legal conhecer mais alguém daqui.
Mas isso não aconteceria por:
1- Regras empresariais
2- Mesmo nome do ex… que triste…
3- Mesma data de nascimento… que doideira…
Acabou que no fim da tarde eu recebi uma mensagem no Whatsapp de alguém daqui, falando sobre um dia na praia.
-Dia na praia??? Não vou a praia de dia e.e
Escrevi dessa forma, percebi que ficou uma certa pausa, pra deixar rolar algum papo eu coloquei em seguida:
-Olha, geralmente só vou a praia a noite, por causa dos luais que eu ia com uma ONG.
E isso fez a moça desenrolar o tal papo de que eu a conheci na praia, e que eu deveria ter esquecido dela “naquele dia”, eu olhei bem pra foto dela e ri, jamais teria esquecido um rosto como aquele, isso é fato.

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*a tal foto 

Ela disse que estava triste e tal, e eu ainda não me lembrava, depois de muitas letras pressionadas em uma tela de led ela decidiu deixar uma pista de quem era de verdade e digitou:
26/02/1991
Seria isso o suficiente para eu saber do que se tratava?
LÓGICO QUE NÃO!
Me indaguei mais e mais sobre o que aquilo significava, pra mim era que ela sabia do meu aniversário, só isso.
Ela perguntou se eu agora sabia quem era, eu respondi que não somente mas por dentro eu queria ter escrito “deixa eu consultar aqui minha bola de cristal com fumacinha azul pra ver se isso pode dizer algo sobre o presente, passado ou futuro.” (na verdade eu cheguei a escrever algo parecido, porém apaguei, aprendam caros leitores, prudência na hora de teclar com estranhos…).
Depois disso ela gravou um áudio falando que nasceu nesse dia também…
Caros leitores, antes de prosseguir eu gostaria de deixar uma nota esclarecedora, nunca achem que por alguém ter falado com você por 10 ou 15 minutos tenha memorizado tudo que disse, pensou, ou até mesmo ouviu, também nunca obriguem a minha pessoa de tentar lembrar algo que normalmente não acontece nos meus pacatos dias de vida.
 Nota com amor e carinho…
Prosseguindo…
Acredito eu que ela tenha ficado pasma por eu não ter lembrado, eu mandei áudio a ela dizendo que eu não lembrava mesmo.
Sabe, Deus fez a minha cabeça como um computador a manivela, dê um comando e aguarde muito.
E do nada eu mando um áudio dizendo: -nããão… não pode ser…
Após alguns dias fomos nos encontrando, nos conhecendo, quando dei por mim estava encantado por uma moça tão maluquinha quanto eu já fui (ainda sou… acho…), percebi quanto somos parecidos e diferentes, e como nossos caminhos quase tiveram o mesmo rumo em várias etapas de nossas vidas.
Um sentimento cresceu entre nós, cresceu tanto que o dia 26/02 não vai mais servir somente para comemorar o nascimento de duas pessoas tão parecidas e distintas ao mesmo tempo.
Namoro? Isso seria impossível né?
Hoje em dia? Estamos ótimos, obrigado.
Bom, o restante da historia fica para outro dia.
Até mais. 🙂

…  t h e   e n d

Não sei se tem  algo haver com o fato de nós dois  sermos piscianos ( não deve ter porque embora nascidos no mesmo dia, e sendo tão parecidos em tantas coisas, não acreditamos nessa coisa de signos ), mas  vocês repararam  que nem um dos dois contou a história direito?! rsrsrs … Pois é, somos assim rsrsrsEm resumo ele me  beijou forçadamente em nosso primeiro encontro, e me mandou uma mensagem quando eu já estava a caminho de casa, dizendo que estava louco para me ver novamente. Eu jurava que a mim mesma que jamais o veria de novo, mas acredite nos vimos muito desde então ( toda essa história já possuí cerca de 8 meses),  inclusive em especial no nosso encontro de 26 de Fevereiro deste ano (2017) ele me pediu em namoro, e cá estamos: 

Foi um enorme prazer participar dessa tag (obrigada pelo convite Lua!) e compartilhar minha #lovestory com vocês !

Deixo aqui meu convite para:

Jeh  do ampulhetadossonhos.wordpress.com

Mael do deixecrescer.wordpress.com

Thiago do thiagoamazonasdemelo.wordpress.com

Jak ( minha chará ) do jkmonde.wordpress.com

Apoli do apoliland.wordpress.com

Agora borá me contar as insólitas histórias de vcs !

 

Ele nos sustenta

Entre tantas proteínas, a Laminina é uma das responsáveis por manter as células unidas e permite que estas células saibam qual é a função a desempenhar no organismo. É como uma barra de aço do corpo humano que mantém as membranas juntas. A laminina e outras proteínas da MEC, essencialmente, “colam” as células (tais como os de revestimento do estômago e intestinos). Glicoproteína de fundamental importância no desenvolvimento embrionário, possuí   um papel importante em processos de diferenciação, migração e adesão celular. A laminina é encontrada, em grande parte, nas membranas basais.

A laminina mantém as células no local e lhes permite funcionar corretamente. A estrutura da laminina é demasiadamente importante para a sua função (tal como acontece com todas as proteínas).

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Abaixo o vídeo completo :

https://youtu.be/sA04ij69lMY

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Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.
Salmos 139:16

 

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Irresoluta

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Eu pensei no amor
Assisti de perto a ingratidão
Chorei de alegria e também chorei pela  dor
Enquanto pensava senti as algemas da escravidão 
Não tive escolha
Sempre sinto o que penso

Me sentei sobre o mundo
E naquela tarde vi tudo de cima
Me ausentei de mim por um segundo
Olhando para baixo sem nenhuma estima
Gostaria de não ter sido tão cruel
Mas a vida fora austera

Recoloquei complacência em mim
Para que pudesse suportar outro dia
Para não ter de ser sempre assim
Presa a melancolia
Mas eu sou frágil  e cai
E o mundo fora de mim me aprisionou

Gostaria de não estar tão certa
Mas a vida  me roubou  as incertezas
E agora sou  deserta
Igual a maioria, um amontoado de cinzas
Ainda sinto o que penso
Mas sou incapaz de sentir o que fora proibida de pensar

 

Flertando com a escrita de Roland Barthes

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Como eu sempre fico de olho no que surge na sessão de Sociologia do meu sebo favorito aqui em SP, um dia acabei descobrindo Roland Barthes que foi além escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo… enfim, foi demais e como todo bom escritor será sempre demais!
FRAGMENTOS DE UM DISCURSO AMOROSO é um livro que explicou com exatidão o estado psicológico retardado de um ser apaixonado, o livro descreveu da maneira mais verdadeira possível todos os estágios interiores e exteriores que se da através de uma relação amorosa.
O livro me fez lembrar de certas situações vividas, me fez pensar em quem sabe amadurecer quando o assunto é amar ( ou demonstrar amor ), me fez rir e quase ( faltou pouco ) me fez chorar.

Já se perguntou porque ama a quem ama? O que torna fulana(o) tão especial?
Barthes já : “Encontro pela vida milhões de corpos; desses milhões posso desejar centenas; mas dessas centenas, amo apenas um. O outro pelo qual estou apaixonado me designa e especialidade do meu desejo. Esta escolha, tão rigorosa que só retém o Único, estabelece, por assim dizer, a diferença entre a transferência analítica e a transferência amorosa; uma é universal, a outra é específica. Foram precisos muitos acasos, muitas coincidências surpreendentes (e talvez muitas procuras), para que eu encontre a Imagem que, entre mil, convém ao meu desejo. Eis o grande enigma do qual nunca terei a solução: por que desejo esse? Por que o desejo por tanto tempo, languidamente? É ele inteiro que desejo (uma silhueta, uma forma, uma aparência)? Ou apenas uma parte desse corpo? E, nesse caso, o que, nesse corpo amado, tem a tendência de fetiche em mim? Que porção, talvez incrivelmente pequena, que acidente? O corte de uma unha, um dente um pouquinho quebrado obliquamente, uma mecha, uma maneira de fumar afastando os dedos para falar? De todos esses relevos do corpo tenho vontade de dizer que são adoráveis. Adorável quer dizer: este é o meu desejo, tanto que único: “É isso! Exatamente isso (que amo)!”

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E se o que você ( assim como eu ) pensava ser amor acabou, como acaba a sessão de cinema daquela comédia-clichê-romântica, e você ficou se perguntando como será a vida dos personagens depois da cena final, bom eu sinto muito mas pode ser que até pra eles lá frente tudo tenha acabado. Como a maioria das coisas (coisas da vida) acabam, simplesmente porque devem acabar. Se esgota, termina e pronto!
“Como termina um amor? – O quê? Termina? Em suma ninguém – exceto os outros – nunca sabe disso; uma espécie de inocência mascara o fim dessa coisa concebida, afirmada, vivida como se fosse eterna. O que quer que se torne objeto amado, quer ele desapareça ou passe à região da Amizade, de qualquer maneira, eu não o vejo nem mesmo se dissipar: o amor que termina se afasta para um outro mundo como uma nave espacial que deixa de piscar: o ser amado ressoava como um clamor, de repente ei-lo sem brilho (o outro nunca desaparece quando e como se esperava). Esse fenômeno resulta de uma imposição do discurso amoroso: eu mesmo (sujeito enamorado) não posso construir até o fim de minha história de amor: sou o poeta (o recitante apenas do começo); o final dessa história, assim como a minha própria morte, pertence aos outros; eles que escrevam romance, narrativa exterior, mítica.”
É quase impossível o livro não falar diretamente com o leitor, o tempo todo você vai se ver nele, ou ao menos ver quem já amou nele.Acaba sendo divertido ler toda sua historia de amor narrada pelo outro ( que nem te conheceu rs! ).
Barthes apesar de ter uma escrita direta,  mas repleta de exemplos possuía o dom do que chamava de scriptor, cujo poder único é combinar textos pré-existentes em novas formas, por isso sua obra é cheia de trechos de grandes obras, e fragmentos de lembranças que tornam ainda mais fácil a compreensão do que ele deseja transmitir.
Barthes acreditava que toda escrita se fundamenta em textos anteriores, reescrituras, normas e convenções, e que estas são as coisas às quais nos devemos voltar para entender um texto. Além disso, de forma a apontar a relativa falta de importância da biografia do autor de um determinado texto, comparado com as convenções textuais e culturais pré-existentes, Barthes afirma que o escritor não tem passado, pois nasce com o texto. Ele também afirma que, na ausência da idéia de um “autor-Deus”, para controlar o significado de determinado trabalho, os horizontes interpretativos estão abertos para o leitor ativo. Como Barthes declara, “a morte do autor é o nascimento do leitor.

E esse (ironicamente ou não) é tipo de livro que vou ler de novo, de novo de novo.É … ACHO QUE ME APAIXONEI PELO  BARTHES …

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A errância amorosa tem seus lados cômicos: parece um balé, mais ou menos rápido conforme a velocidade do sujeito infiel; mas é também uma grande ópera (Wagner). O Holandês maldito é condenado a errar sobre o mar até encontrar uma mulher de uma fidelidade eterna. Sou esse Holandês Voador; não posso parar de errar (de amar) por causa de uma antiga marca que me destinou, nos tempos remotos da minha infância profunda, ao deus Imaginário, que me afligiu de uma compulsão de fala que me leva a dizer “Eu te amo”, de escala em escala, até que qualquer outro escolha essa fala e a devolva a mim; mas ninguém pode assumir a resposta impossível (que completa de uma forma insustentável), e a errância continua.”

Queria que alguém fizesse desse livro um mega  filme, uma mega peça … uma peça já fizeram, lá no Rio ( ver sobre aqui ) .

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E pra quem quiser ler mais trechos do livro antes de correr para o sebo mais próximo, ver aqui

A necessidade deste livro funda-se na consideração seguinte: o discurso amoroso é hoje de uma extrema solidão. Tal discurso talvez seja falado por milhares de sujeitos (quem pode saber?), mas não é sustentado por ninguém; é completamente relegado pelas linguagens existentes, ou ignorado, ou depreciado ou zombado por elas, cortado não apenas do poder, mas também de seus mecanismos (ciência, saberes, artes). Quando um discurso é assim lançado por sua própria força na deriva do inatual, deportado para fora de toda gregariedade, nada mais lhe resta além de ser o lugar, por exíguo que seja, de uma afirmação.’ R.B.

 Fragmentos de um Discurso Amoroso .  Roland Barthes – Martins Editora
Ps : A minha foto do início do post, é da 16 Edição (2001) Livraria Francisco Alves Editora S .A

Os paradoxos da paixão e a razão cativa

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Estou lendo A RAZÃO CATIVA As ilusões da consciência: De Platão a Freud (SERGIO PAULO ROUANET – 2 Edição publicado pela Editora Brasiliense), o livro é divido em três partes: O ESPAÇO INTERNO, O ESPAÇO EXTERNO, O ESPAÇO FREUDIANO. E é na primeira parte que se encontra o capítulo sobre a consciência e vida efetiva onde  me deparei com todas as ideias filosóficas que tentam explicar os paradoxos da paixão.

Será que toda paixão torna nossa razão cativa, ou será que é justamente através da paixão que descobrimos a razão para tudo?
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Medeia é a famosa personagem da tragédia grega que, abandonada, assassina os próprios filhos a fim de se vingar do marido.

Sei que crimes estou na eminencia de cometer” disse Médeia, ”mas o desejo é mais forte que minhas razões”.

A psicologia de Platão diz que a alma é um conjunto de faculdades hierarquizadas:

Razão, o NOUS, que comanda as demais instancias
Vontade, o TIMOS, que inclina para razão
Apetite, EPTIMIA, que é dominado pelas emoções
E Sócrates compara a alma com coche conduzido por dois cavalos, cujo cocheiro é a RAZÃO.Num aparelho psíquico bem regulamentado o cocheiro deve ter o comando dos cavalos, embora possa perder o controle em certas circunstancias, o que significa que a razão possa ser deposta pelos desejos inferiores.
A ação ética é aquela que visa um bem,sob a impulsão do desejo, e mediante a tutela da razão. A virtude resulta de uma escolha, a escolha é o desejo e a razão, com vistas a um fim. Por tanto é uma razão que deseja e um desejo que raciocina. É o que instrui o desejo o levando a mover-se em direção ao que constitui verdadeiramente o bem, e não a um bem aparente, de modo que significa uma escolha baseada em evitar paixões extremas.
As paixões não são em si nem boas e nem más, mas pode ser que venham a se tornarem nocivas quando excessivas ou deficientes.E compete a razão orientar o comportamento de modo a evitar extremos.
Quantas vezes o desejo não se voltou contra a razão e então nos vimos reféns do que ou quem desejamos?
Desejo ardente por alguém, uma inquietação impetuosa, cólera… Era para possuirmos sentimos mas eles é que nos possuem, tornando a razão cativa e tornando nossa vida em uma busca incansável por realizações desses desejos ( sejam eles bons ou maus ).
Não é a atoa que não é só na psicologia e filosofia que esse assunto tem notoriedade, na literatura geral, no cinema, nas canções é comum nos depararmos com a ideia constante do conflito entre a razão e as paixões.
O homem está obrigatoriamente sujeito as paixões em alguma fase de sua vida ou melhor em todas.
Seja o desejo de enriquecer, de aplacar uma dor, ou de vencer uma competição, somos movidos por desejos o tempo todo, e desejos movem paixões, e paixões as vezes nos fazem esquecer quem somos , afinal de contas perdendo a razão nos perdemos de nós.
E de toda forma são nossos desejos que determinam nossas ações, e nossas ações quem somos, e se não compreendemos o porque de tal desejo, não sabemos o porque de tais ações, e consequentemente não saberemos quem somos e o desejo que deveria revelar quem somos nos faz nos perder totalmente.
Por tanto fazendo jus ao pensamento de Sócrates o melhor a se fazer é controlar bem os dois cavalos e fazer uso de toda temperança necessária para uma vida mais plena, certo?
Não exatamente!
Leibniz o último pensador racionalista do século XVII ressaltou o papel do desejo no processo do conhecimento ” As paixões são uma forma de inquietação, uma tendencia que nos impele a um objeto, e que são acompanhadas de prazer e desprazer.
Com o tempo as paixões deixaram de serem vistas como obstáculos e passaram a serem mais investigadas.Com o Iluminismo por exemplo passou a ser valorizada positivamente, e examinada pelos aspectos de seus condicionamentos sociais.
Vauvenargues escreveu que ”nossas paixões não são distintas de nós mesmos; muitas delas constituem o fundamento de toda a substancia de nossa alma,” e que ” o espirito é o olho da alma, não sua força; sua força está no seu coração, isto é, em suas paixões”.
É O PERÍODO EM QUE HELVETIUS ENSINA QUE ”AS PAIXÕES SÃO NO MUNDO MORAL O QUE O MOVIMENTO É NO MUNDO FISICO : ELE CRIA, DESTROI, CONSERVA, ANIMA TUDO, E SEM ELE TUDO É MORTO. DA MESMA FORMA SÃO AS PAIXÕES QUE VIVIFICAM O MUNDO MORAL.
Ou seja trazendo a ideia de que são justamente as paixões tão determinantes como princípios motores, e decisivas no processo do conhecimento.

FORAM AS PAIXÕES QUE ENSINARAM AOS HOMENS A RAZÃO. Na infância de todos os povos,como na dos indivíduos, o sentimento sempre precedeu a reflexão, e foi seu primeiro mestre”

-Vauvenargues

Não seria um atentado a razão dizer que duas coisas antagônicas são verdadeiras?
Teria a razão sempre estado cativa … e seremos sempre apaixonados acreditando estar certos?

A arte de estar de bem com a vida ( EXCELSIOR !)

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Eu não sou a pessoa mais otimista do mundo , na verdade , muitas vezes chego a me comportar como uma das mais pessimistas . Mas equilibrada , e não pendendo para nenhum desses dois extremos da minha personalidade , devo admitir ‘ Até aqui minha vida foi muito boa! (apesar dos incidentes).
Sim , houveram um bilhão de coisas desagradáveis , como há na vida de cada criatura desse planeta.Mas até elas foram boas no fim das contas , e cooperaram ao meu favor, me fizeram crescer , trouxeram uma maturidade da qual usufruo no presente momento , e que com certeza tende a evoluir com o passar do tempo.
Penso que não é o tempo em si que torna as pessoas mais maduras , ou que as fazem mudarem e evoluírem , e sim o que fazem com as experiencias negativas que viveram  no decorrer da vida.

Por isso , eu gosto tanto da filosofia de vida de Pat Peoples ( Pat , personagem do filme o LADO BOM DA VIDA , baseado no Livro de Mathew Quick de mesmo titulo) . Pat interpretado por Bradley Cooper , pega toda a negatividade presente em sua vida devido as situações amargas que experimentou , e transforma tudo em algo positivo . O nome dado pra isso EXCELSIOR !

Gosto do personagem , porque ele se irrita e perde a cabeça , tem seus momentos de crise e stress como todos nós temos , mas quanto a lidar com as experiencias significativamente ruins como traição , ou mesmo seu irmão mais velho contando vantagem , ele agi como alguém que realmente aprendeu que uma boa vida não é uma vida perfeita , é uma vida bem vivida independente das circunstancias !
Não da pra evitar a dor , mas agente pode escolher sofrer ou não.